Após as fortes valorizações registradas ao longo de maio, o mercado do feijão começou a dar sinais de desaceleração na última semana do mês.
Segundo pesquisadores do Cepea, a retração da demanda compradora e a entrada de novos lotes comerciais vindos do Paraná passaram a pressionar principalmente os preços do feijão carioca.
Já o feijão preto encontrou maior sustentação no mercado e manteve o movimento de valorização.
Fim de mês trouxe cautela ao mercado
De acordo com o Centro de Pesquisas, a cautela observada nos últimos dias sucede um período de forte escalada nas cotações das duas categorias.
O feijão carioca renovou recordes nas médias mensais de preços.
Enquanto isso, o feijão preto intensificou sua trajetória de valorização no mercado nacional.
Maiores altas da série histórica
Segundo a série histórica do Cepea/CNA, iniciada em setembro de 2024, tanto o feijão carioca quanto o feijão preto registraram em maio as maiores variações mensais já apuradas.
A forte valorização vinha sendo sustentada principalmente pela oferta restrita e pela demanda aquecida ao longo das últimas semanas.
Safra do Paraná muda cenário
Com a chegada de novos lotes comerciais provenientes do Paraná, o mercado começou a sentir aumento na disponibilidade do produto.
Esse avanço da oferta reduziu o ritmo das negociações e pressionou especialmente as cotações do feijão carioca.
Apesar disso, o feijão preto segue encontrando sustentação, reflexo de um mercado ainda ajustado entre oferta e demanda.
Mercado segue atento
Produtores, atacadistas e compradores acompanham agora o comportamento da oferta nas próximas semanas para avaliar se o movimento de acomodação dos preços deve continuar.
O cenário climático e o avanço da comercialização da safra também seguem no radar do setor.