Os preços do milho voltaram a recuar na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea diante da ausência de compradores no mercado spot e do avanço da colheita da segunda safra 2025/26.
Segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, a expectativa de aumento da oferta nas próximas semanas tem pressionado as cotações do cereal em diversas regiões produtoras do país.
Colheita ainda está no início
A colheita da segunda safra segue concentrada principalmente nos estados do Paraná e de Mato Grosso.
Mesmo ainda em estágio inicial, os preços já operam abaixo dos registrados no começo da temporada passada.
Nas regiões de:
- Sorriso (MT);
- e Norte do Paraná;
as médias parciais de maio apresentam queda de:
- 11% em Mato Grosso;
- e 8% no Paraná;
na comparação com maio de 2025.
Compradores aguardam novas quedas
De acordo com o Cepea, muitos compradores seguem afastados do mercado físico aguardando uma intensificação da colheita a partir da segunda quinzena de junho.
A expectativa é que o aumento da oferta provoque novas quedas nas cotações do milho.
Além do cenário interno, o mercado também acompanha o avanço da semeadura nos Estados Unidos.
O bom andamento da safra norte-americana tem pressionado os contratos futuros e reduzido a competitividade da exportação brasileira.
Clima não segurou recuo
Nem mesmo os problemas climáticos registrados nas últimas semanas foram suficientes para impedir a queda dos preços.
Segundo o Cepea, preocupações com:
- altas temperaturas;
- falta de chuvas em Goiás;
- estiagem em partes de Mato Grosso do Sul;
- e geadas no Paraná;
não conseguiram conter a pressão negativa sobre o mercado.
Exceções no Sul
Apesar da tendência de baixa em grande parte do país, algumas regiões apresentaram comportamento diferente.
As cotações ficaram firmes em Santa Catarina e registraram alta no Rio Grande do Sul, estados que praticamente já concluíram a colheita da safra de verão.