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Erro na adubação pode comprometer o potencial das lavouras

Manejo da fertilidade do solo exige equilíbrio entre nutrientes e atenção às necessidades de cada cultura
17 ago 2026 às 17:30
Por: Agro +
Foto: Divulgação

Aumentar a quantidade de nutrientes disponíveis no solo nem sempre significa melhorar a nutrição das plantas. Isso acontece porque os diferentes elementos interagem entre si e podem favorecer ou dificultar a absorção. Segundo especialistas, compreender essas relações é fundamental para buscar equilíbrio no manejo da fertilidade do solo.


Entre as interações mais importantes estão as que envolvem nitrogênio, potássio, cálcio e magnésio. O nitrogênio está diretamente ligado ao crescimento vegetativo e à formação de proteínas, enquanto o potássio participa da ativação de enzimas, do transporte de fotoassimilados e da regulação dos estômatos. Com uma maior oferta de nitrogênio, por exemplo, a planta pode aumentar sua demanda por potássio.


O problema aparece quando determinados nutrientes estão presentes em concentrações excessivas. Níveis elevados de potássio podem reduzir a absorção de cálcio devido à competição entre esses nutrientes. O mesmo pode ocorrer entre cálcio e magnésio, principalmente quando um deles está presente em quantidade muito superior à do outro.


Outra relação importante envolve potássio e magnésio. O excesso de potássio pode diminuir a absorção de magnésio e provocar uma deficiência induzida, mesmo quando o nutriente está presente no solo.

Também existem interações relevantes entre fósforo e zinco, nitrogênio e fósforo, cálcio e boro, ferro e manganês, além de molibdênio e enxofre.

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Essas relações, porém, não seguem uma sequência fixa. A intensidade das interações depende de fatores como concentração dos nutrientes, pH, textura e matéria orgânica do solo, umidade, espécie cultivada, estádio de desenvolvimento e condições ambientais.


Por isso, uma estratégia de fertilização baseada apenas no aumento das doses pode provocar desequilíbrios nutricionais e até limitar o potencial produtivo das lavouras.


O manejo mais eficiente deve considerar análises de solo e foliares, além da observação dos sintomas apresentados pelas plantas. Dessa forma, é possível identificar limitações e ajustar a disponibilidade dos nutrientes de acordo com as necessidades de cada cultura.

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