As exportações brasileiras de feijão encerraram o 1º semestre de 2026 com um volume recorde de 149,27 mil toneladas embarcadas para o mercado externo. A quantidade representa o maior resultado para o período em toda a série histórica da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), iniciada em 1997.
Somente no mês de junho, as exportações de feijão totalizaram 33,30 mil toneladas, estabelecendo um novo teto para o mês, enquanto as importações somaram 7,68 mil toneladas, registrando o maior patamar de compras externas para junho desde 2021.
Oferta interna e pressão sobre o feijão carioca
O avanço gradual da colheita da safra irrigada — sistema de cultivo que utiliza tecnologia de irrigação artificial para garantir o desenvolvimento das plantas independentemente das chuvas — tem ampliado a oferta de feijão carioca de melhor qualidade. Essa maior disponibilidade do produto acabou favorecendo o abastecimento do mercado nacional.
Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), diante da expectativa de entrada de novos volumes nas próximas semanas, os compradores intensificaram a pressão por preços menores junto aos produtores.
No mercado de feijão preto, a dinâmica de preços apresenta um cenário diferente. O encerramento da colheita no principal estado produtor e a postura firme dos vendedores sustentam as cotações em níveis elevados no país.
Para complementar o abastecimento interno e atender à procura dos consumidores pelo feijão preto, o mercado nacional recorre a lotes provenientes da Argentina, que ajudam a equilibrar o estoque do grão.