O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) esclareceu que é falsa a informação de que o governo da China teria criado ou aplicado, neste mês, uma nova taxação sobre as importações de carne bovina vindas do Brasil.
De acordo com o órgão federal, as publicações enganosas que circulam nas redes sociais interpretam de forma errônea uma medida de salvaguarda anunciada pelas autoridades chinesas no final de 2025. A norma estabelece a cobrança de uma tarifa de 55% apenas sobre o volume de carne que ultrapassar a cota anual negociada com cada país parceiro.
Brasil opera dentro do limite anual estabelecido
No caso das exportações brasileiras, o teto estipulado ainda não foi atingido. O Brasil detém a maior cota de exportação de carne bovina para o mercado chinês, fixada em 1,106 milhão de toneladas. Dentro desse volume limite, incide exclusivamente a alíquota regular de importação de 12%, que é a mesma cobrada dos demais países fornecedores.
Conforme dados atualizados pelo Ministério do Comércio da República Popular da China (MOFCOM), o Brasil utilizou cerca de 80% de sua cota até o momento, mantendo os embarques dentro da margem permitida.
Regra geral para todos os países
O Mapa reforça que a sobretaxa de 55% só passará a ser cobrada caso o volume comercializado ultrapasse a cota fixada para o ano.
Portanto, não houve alteração nas regras de acesso ao mercado chinês nem a criação de tarifas específicas contra o produto brasileiro. Trata-se de uma norma geral de salvaguarda válida para todos os países exportadores do setor agrícola.