Agro

Monge unifica agronomia e budismo no cultivo do café

15 set 2026 às 12:49

Na Serra da Mantiqueira, no interior de São Paulo, o cultivo de café ganha um propósito que une técnica agrícola e espiritualidade. Na propriedade onde funciona o Templo Taikanji, o monge Enjo Sensei (nome civil Mark Stahel) utiliza o manejo agroecológico para regenerar uma antiga área de pastagem. Formado em agronomia, o líder religioso aplica conceitos de conservação do solo e respeito aos ciclos naturais para produzir grãos sustentáveis, além de frutas e hortaliças.


A propriedade familiar, adquirida pela mãe de Stahel há cerca de quatro décadas, passou por uma profunda transformação a partir de 1988. Com a experiência de quem trabalhou dez anos com agricultura tropical, o monge implantou um sistema consorciado com 300 pés de café, árvores nativas e espécies como o carvalho japonês, garantindo a biodiversidade e a proteção natural contra pragas.


"Cuidar do solo é a etapa primordial para que as plantas forneçam frutos saudáveis. A qualidade do produto final nasce da vitalidade da terra."


Para nutrir as lavouras sem insumos sintéticos, o templo utiliza adubação orgânica obtida por meio de parcerias com vizinhos. Toda a produção abastece o consumo interno e os retiros espirituais do espaço, contando com o trabalho comunitário de voluntários. O projeto demonstra na prática como propriedades de pequeno porte conseguem aliar equilíbrio ambiental, espiritualidade e produtividade regular.

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