Agro

Paraná bate recorde e exportação de peru cresce 34,1% no trimestre

08 mai 2026 às 18:21

O setor de perus do Paraná encerrou o primeiro trimestre de 2026 com crescimento de 34,1% no volume exportado, segundo o Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, divulgado nesta quinta-feira (7).


Ao todo, o Estado embarcou 3.879 toneladas da proteína, que renderam US$ 18,432 milhões em receita cambial. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o faturamento avançou 199,1%. De acordo com o Deral, é um resultado histórico para o primeiro trimestre.


O desempenho paranaense ajudou a impulsionar a receita cambial nacional do segmento, que cresceu 124,6%. O movimento foi apoiado pela valorização do preço médio da carne de peru in natura, que alcançou US$ 3.994,94 por tonelada.


Entre os demais estados do Sul, também houve alta nas exportações de carne de peru: Santa Catarina registrou aumento de 15,7% e o Rio Grande do Sul, de 4,7%. Os principais destinos das vendas brasileiras foram México, Chile, África do Sul, Peru e Guiné Equatorial.

Avicultura de corte reage, mas mantém cautela

A avicultura de corte do Paraná mostrou sinais de recuperação em abril. O preço nominal médio do frango vivo atingiu R$ 4,62 por quilo, uma leve alta de 0,7% em relação a março.


Mesmo com a reação, o setor segue em alerta por causa da instabilidade geopolítica no Oriente Médio, que pressiona custos logísticos e de insumos, conforme aponta o boletim.


Na bovinocultura de corte, o Deral descreve um ajuste sazonal. A arroba do boi gordo foi cotada a R$ 353,80 na B3, reflexo de maior oferta de animais e de escalas de abate consideradas confortáveis pelos frigoríficos.

Chuvas favorecem segunda safra de milho 2025/26

No campo dos grãos, a segunda safra de milho 2025/26 apresenta cenário de estabilização após o retorno das chuvas no fim de abril. A análise do Deral indica que 84% das lavouras estão em boas condições, com 44% da produção na fase de frutificação, considerada crítica para o desenvolvimento.


No mercado, o preço médio recebido pelo produtor encerrou abril em R$ 53,50 pela saca de 60 quilos, com estabilidade e variação mensal positiva de 0,6%.


Segundo o analista do Deral Edmar Gervasio, a distribuição das fases da lavoura reforça a importância das precipitações recentes. "Além dos 44% em frutificação, temos outros 24% da área em desenvolvimento vegetativo, 30% em floração e 2% em maturação. Por isso, essas chuvas chegaram em um momento muito positivo para o campo", explica.

Paraná consolida posição na produção de tangerinas

A fruticultura paranaense também se destaca com a produção de tangerinas. O Paraná se consolidou como o quarto maior produtor do país e registrou, em 2024, aumento de 22,1% no volume colhido, totalizando 115,4 mil toneladas.


O boletim atribui o desempenho a polos produtivos como Cerro Azul e Doutor Ulysses, que vêm ampliando a oferta e ganhando espaço no mercado.


Para o consumidor, o reflexo aparece nos preços mais baixos. No varejo paranaense, o quilo da tangerina começou o ano acima de R$ 10,00 e recuou para R$ 8,35 em abril.


No atacado, a caixa de 20 quilos da variedade Ponkan, de frutos médios e grandes, foi negociada na Ceasa de Curitiba entre R$ 35,00 e R$ 40,00 no início de maio, mantendo valores semelhantes aos do mesmo período de 2025.

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