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PIB do agronegócio recua 2,01% no 1º trimestre de 2026

07 ago 2026 às 12:51

O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro registrou uma retração de 2,01% no primeiro trimestre de 2026. Segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP) em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o recuo foi provocado principalmente pela desvalorização dos preços das commodities, que superou os ganhos obtidos com o aumento do volume produzido no campo.


Com o desempenho apurado entre janeiro e março, o PIB do setor foi estimado em R$ 3,13 trilhões para o período. O segmento agrícola responde por R$ 1,88 trilhão, enquanto o ramo pecuário soma R$ 1,25 trilhão. Com o resultado, a fatia do agronegócio na economia nacional caiu para 22,8% em 2026 — no ano anterior, o setor representava 25,2% do PIB do país.


A retração no início do ano dá sequência ao movimento de desaceleração observado no fim de 2025, quando o indicador interrompera uma sequência de três trimestres de alta. Apesar do ritmo mais lento no encerramento do ano anterior, o agronegócio acumulou um crescimento superior a 12% ao longo de 2025.


Retração atinge todos os elos da cadeia


De acordo com os dados do Cepea/CNA, o resultado negativo atingiu todos os segmentos que compõem o setor produtivo nos três primeiros meses do ano:


  • Segmento primário ("da porteira para dentro"): Liderou as perdas com queda de 4,15%;

  • Insumos: Apresentou recuo de 2,15%;

  • Agrosserviços: Registrou baixa de 1,25%;

  • Agroindústria: Teve retração de 1,03%.


Na agroindústria, o desempenho foi heterogêneo: enquanto as indústrias de base agrícola registraram queda, o processamento de origem pecuária apresentou alta, favorecido pela redução nos custos de insumos intermediários.


Divergência no setor de agrosserviços


O segmento de agrosserviços — que abrange transporte, logística e comercialização — também apresentou dinâmicas distintas entre as áreas.


Enquanto os serviços voltados à agricultura acompanharam a queda no valor da produção no campo, a logística voltada à pecuária registrou crescimento. O avanço do ramo pecuário foi sustentado pelo aumento na demanda por fretes e armazenamento diante da expansão na produção de carnes e derivados.

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