Agro

Plantio de soja começa e milho supera 20% da área no Brasil

27 set 2026 às 09:00

A semeadura da safra 2026/27 começa a ganhar ritmo no Brasil. O milho de verão já ultrapassou 20% da área prevista, enquanto o plantio da soja está em cerca de 1%. A expectativa é de aceleração dos trabalhos a partir de outubro, caso as condições climáticas sejam favoráveis.


No mercado internacional, as atenções estão voltadas para o avanço da colheita nos Estados Unidos. Até o momento, 12% da área de soja e 13% da área de milho já foram colhidas, índices superiores aos registrados no mesmo período de 2025.


A expectativa é de que, na próxima semana, a colheita alcance 25% da soja e 22% do milho.


Fundos ampliam posições


Entre os fatores que têm sustentado as cotações no mercado futuro estão as incertezas relacionadas ao fenômeno "Super El Niño" na América do Sul, a forte demanda por biodiesel nos Estados Unidos, as expectativas em torno de acordos comerciais com a China e os dados de inflação norte-americanos.


Os fundos de gestão ativa também ampliaram as posições compradas. No complexo soja, que inclui grão, farelo e óleo, a posição chegou ao recorde histórico de 541.150 contratos comprados.


No milho, os fundos também mantêm a maior posição comprada registrada nas últimas três semanas.


Cotações futuras sobem


O movimento dos fundos contribuiu para a valorização dos contratos futuros. A soja para março de 2027, negociada em Chicago, chegou a patamares próximos de US$ 13,50, ante cerca de US$ 11,50 anteriormente.


No milho com vencimento em setembro de 2027, as cotações avançaram de aproximadamente US$ 4,50 para uma faixa entre US$ 5,20 e US$ 5,40.


Risco de volatilidade


Apesar da valorização, o cenário exige atenção dos produtores. O consultor de mercado Ismael Menezes alerta que a forte atuação dos fundos pode aumentar a volatilidade dos preços.


Segundo a avaliação apresentada pelo consultor, uma eventual liquidação das posições compradas pelos fundos poderia gerar pressão vendedora no mercado futuro e afetar as cotações da próxima temporada.


Para produtores que ainda têm baixa comercialização da produção, a orientação apresentada é avaliar o momento de preços mais elevados para realizar a fixação de parte da produção, considerando as condições de cada operação.

Veja Também