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Preço da batata dispara com chuvas e pressiona cesta básica

Levantamento do Dieese mostra alta em dezembro causada por troca de safra e excesso de água; Rio teve aumento de 24% no valor
09 jan 2026 às 16:38
Por: Band
Foto: Gilson Abreu/Arquivo AEN

O consumidor brasileiro sentiu no bolso o aumento do preço da batata inglesa na virada do ano. Segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), divulgado nesta quinta-feira (8), o tubérculo ficou mais caro na maioria das capitais do Centro-Sul em dezembro de 2025. O principal motivo foi a combinação de chuvas intensas com o período de entressafra.


A valorização do produto é explicada pela transição entre a safra de inverno e a chamada "safra das águas". No agronegócio, este termo define o ciclo de cultivo que ocorre durante a estação chuvosa, aproveitando a água natural para o desenvolvimento da planta.


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No entanto, o excesso de precipitações registrado em dezembro prejudicou os trabalhos no campo. A chuva em demasia dificulta a entrada de máquinas nas lavouras para a colheita, pois o solo encharcado impede a tração dos tratores. Além disso, a umidade excessiva afeta a qualidade do tubérculo, aumentando o risco de apodrecimento. Com menos produto disponível e dificuldade para retirar a batata da terra, a oferta cai e o preço sobe nas gôndolas.


Impacto nas capitais


O Rio de Janeiro (RJ) foi a capital que registrou a maior alta, com um salto de 24,10% no valor do produto apenas em dezembro. Em Campo Grande (MS), o aumento também foi expressivo, chegando a 10,87%. Segundo o levantamento, a batata teve alta em quase todas as capitais pesquisadas do Centro-Sul. A única exceção foi Porto Alegre, que não seguiu a tendência de valorização observada no restante da região.


Cenário anual


Apesar do susto na feira em dezembro, o contexto anual ainda é favorável ao consumidor. Dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), do IBGE, mostram que, no acumulado do ano de 2025 até meados de dezembro, a batata inglesa registrou uma queda expressiva de cerca de 27%.

O movimento atual, portanto, é considerado pelo mercado como um repique pontual causado por questões climáticas e sazonais, típicas de final de ano, e não uma tendência estrutural de longo prazo.

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