O consumidor que frequenta os açougues e supermercados da Grande São Paulo percebeu uma mudança nítida no bolso durante o mês de março. Enquanto os preços da carne bovina continuaram subindo, o valor da carne suína pegou o caminho inverso e apresentou queda. Esse movimento fez com que a carne de porco atingisse seu maior nível de competitividade em relação ao boi desde abril de 2022. Na prática, a diferença de preço entre as duas proteínas saltou para R$ 14,26 por quilo, uma alta de quase 7% em comparação ao mês anterior.
De acordo com dados do Cepea, a carcaça especial suína fechou o mês de março com média de R$ 10,06/kg, apresentando uma redução de 2,8%. Os pesquisadores explicam que essa desvalorização aconteceu principalmente por causa da baixa liquidez no mercado, já que o período da Quaresma costuma afastar os compradores de carne vermelha e suína. Com menos gente comprando e o produto parado nos estoques, os preços caíram para tentar atrair o cliente no atacado paulista.
No lado oposto da balança, a carne bovina seguiu valorizada e atingiu a média de R$ 24,32/kg no último mês. O avanço de 2,6% nos preços do boi é explicado pela combinação da forte demanda internacional e a falta de animais prontos para o abate no campo. Esse cenário de "boi caro e porco barato" cria uma oportunidade para o consumidor economizar, tornando a carcaça suína a opção mais vantajosa para o churrasco ou para a refeição do dia a dia nos últimos quatro anos.