As cotações do ovo registraram queda em todas as regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) nos últimos dias, marcando o primeiro recuo desde o início da Quaresma, em 18 de fevereiro. A retração nos preços é atribuída à perda de força na demanda com a entrada da segunda quinzena de março, período em que o consumo tradicionalmente diminui no mercado interno. Apesar do ajuste recente, o setor ainda acumula ganhos no preço médio mensal, sustentado pelas valorizações expressivas observadas na primeira metade do mês.
Segundo agentes consultados pelo centro de pesquisas, o fator determinante para a pressão negativa sobre os valores foi a baixa liquidez nas negociações. Embora a oferta da proteína permaneça controlada nas principais praças produtoras do país, o menor volume de negócios intensificou a busca por descontos por parte dos compradores. Esse cenário de cautela no atacado refletiu diretamente nas granjas, que precisaram ajustar suas tabelas para garantir o escoamento da produção e evitar o acúmulo de estoques perecíveis.
Para a próxima semana, a expectativa dos pesquisadores e produtores é de uma reversão nesta tendência de baixa. O otimismo está atrelado ao início da Semana Santa, data em que a demanda pela proteína de origem animal costuma se fortalecer significativamente devido às tradições religiosas de restrição ao consumo de carnes vermelhas. O setor aposta que o aumento sazonal do consumo será suficiente para retomar o ritmo das vendas e dar sustentação a novos reajustes nas cotações de mercado antes do encerramento do mês.