O sistema Campo Limpo já processou 900 mil toneladas de embalagens vazias de defensivos agrícolas em todo o território nacional desde 2002. O projeto, reconhecido internacionalmente como referência em economia circular, assegura que 92% de todas as embalagens comercializadas no país tenham a destinação final adequada, gerando impactos positivos para o meio ambiente e para a segurança nas propriedades rurais.
"A gente está para guardar as embalagens de defensivos agrícolas, é de alvenaria, tem cerca de 16 m² e as embalagens ficam aqui devidamente armazenadas, o que traz segurança para a fazenda e só um funcionário tem acesso a esse depósito", destacou a produtora.
A organização do espaço obedece a normas rígidas de controle, visando à qualidade do trabalho e à redução de desperdícios na propriedade. O fluxo de devolução é respaldado por agendamento eletrônico no site do Inpev (Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias), além de contar com postos de recebimento itinerante para atender agricultores distantes das unidades fixas. Atualmente, o país dispõe de 317 postos e 107 centrais de recebimento.
Destinação e reciclagem dos materiais
Nas centrais autorizadas, os recipientes passam por rigorosa inspeção visual e são segregados conforme o tipo de plástico, a exemplo do polietileno de alta densidade e do material coextrusado. Depois dessa etapa, o material é encaminhado para reciclagem, incineração controlada ou reutilização.