Agro

Seca e calor antecipam colheita da uva em Champagne, na França

25 ago 2026 às 13:04

A colheita da uva na região de Champagne, no nordeste da França, registrou o início mais precoce de sua história. A combinação de estiagem severa e sucessivas ondas de calor extremo na Europa acelerou o desenvolvimento vegetativo dos vinhedos e forçou uma reconfiguração completa no calendário de trabalho dos produtores agrícolas.


Com a maturação acelerada das parreiras, as etapas de corte de campo foram antecipadas para o período de verão, alterando hábitos históricos no meio rural. Tradicionalmente realizada entre o fim de setembro e o mês de outubro, a vindima (período de colheita e seleção dos frutos) passou a avançar sobre o mês de agosto, levando viticultores locais a cancelarem as costumeiras férias de verão para garantir o recolhimento das safras.


Além de modificar a rotina de trabalho, as altas temperaturas registradas desde o mês de maio influenciam diretamente a composição físico-química das uvas. Sob calor intenso, os frutos acumulam maior teor de açúcar, o que exige manejo agronômico preciso para preservar a acidez natural e o equilíbrio aromático do produto final.


Apesar da alteração no ritmo de trabalho, a avaliação de viticultores e técnicos do setor é favorável em relação ao resultado da safra. Com o término do recolhimento nos campos, as vinícolas deram início imediato ao processo de prensagem das uvas para a extração do mosto, etapa fundamental para assegurar os atributos sensoriais e manter a qualidade do tradicional espumante francês diante de novos cenários climáticos.

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