Agro

Vendas de máquinas e equipamentos crescem 1,2% em março, indica ABIMAQ

01 mai 2026 às 10:20

O consumo de máquinas e equipamentos no Brasil registrou alta de 1,2% em março de 2026, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Os dados foram apresentados pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) durante a Agrishow, em Ribeirão Preto (SP). De acordo com a entidade, o total importado pelo setor somou US$ 3,1 bilhões, o que representa o maior valor da série histórica iniciada há 27 anos.


No mês de março, as importações do setor avançaram 21,4%. Esse movimento foi puxado, principalmente, pela maior entrada de componentes industriais e de máquinas destinadas à extração de petróleo.


No acumulado do primeiro trimestre de 2026, o crescimento registrado é de 4,2%. Este desempenho está atrelado à demanda por máquinas rodoviárias e equipamentos utilizados para a movimentação e armazenamento de materiais, que tiveram altas de 20% e 28% nas importações, respectivamente.


Capacidade industrial e produção


O nível de utilização da capacidade instalada — indicador que mede quanto do potencial das fábricas está sendo efetivamente utilizado — também apresentou evolução. Em março, o índice alcançou 79,9%, o que representa um crescimento de 1,4% em relação a fevereiro.


Na comparação anual, o patamar é 2,3% superior ao registrado em março de 2025, quando a utilização estava em 77,6%. Os números indicam que as fábricas brasileiras de máquinas e equipamentos operam atualmente perto de 80% de sua capacidade total.


Manutenção de empregos no setor


Apesar das oscilações nas vendas, a indústria tem focado na preservação da mão de obra. Nos últimos 12 meses, foram criados 122.594 mil empregos no segmento, uma variação positiva de 6,5%.


Para Pedro Estevão Bastos de Oliveira, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da ABIMAQ, as empresas optam por manter os funcionários treinados. Ele avalia que o cenário atual de vendas não justifica demissões, mantendo a perspectiva de melhora em curto prazo.


"O setor fala muito sobre a necessidade de ampliar em 30% as exportações de alimentos", analisa Oliveira. Ele ressalta que essa expansão depende diretamente do aumento da área plantada e da venda de maquinário. Por isso, o executivo acredita que o momento de cautela seja passageiro e que trabalhadores qualificados não devem ser dispensados.

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