Em uma movimentação estratégica para tentar estabilizar o mercado energético global, o governo dos Estados Unidos anunciou, na noite desta sexta-feira (20), a suspensão temporária de parte das sanções que incidem sobre o petróleo do Irã. A decisão ocorre em um momento de pressão inflacionária internacional, com os preços dos combustíveis atingindo recordes históricos em diversos países devido aos conflitos recentes no Oriente Médio.
O principal objetivo da Casa Branca é aumentar a oferta imediata do produto no mercado internacional. Com a flexibilização das restrições, estima-se que cerca de 140 milhões de barris de petróleo — que já estão carregados em navios e aguardavam liberação nos oceanos — possam ser comercializados e distribuídos globalmente.
Impacto imediato e duração da medida
A suspensão das sanções tem caráter emergencial e validade inicial de 30 dias. A expectativa do governo americano é que a entrada desse volume de óleo no sistema de abastecimento reduza a volatilidade dos preços, que dispararam após o agravamento das tensões entre Israel, Estados Unidos e Irã.
A medida é vista como uma tentativa de alívio rápido para a economia global, especialmente para setores dependentes do diesel e da gasolina, que sofrem com o encarecimento do frete e da produção industrial. A liberação do estoque "flutuante" iraniano deve aumentar a liquidez no mercado de commodities já nas próximas semanas.
Nesta sexta, Donald Trump disse a jornalistas que os Estados Unidos não querem um cessar-fogo com o Irã. Mas, pouco depois, escreveu nas redes sociais que considera reduzir os esforços no Oriente Médio já que, segundo ele, os norte-americanos estão próximos de atingir seus objetivos militares.