Todos os locais
Todos os locais

Selecione a região

Instagram Londrina
Instagram Cascavel
Brasil e mundo
Brasil

Ex-PRFs são condenados pela morte de Genivaldo Santos, em Sergipe

Penas variam de 23 a 28 anos de prisão por crimes de tortura seguida de morte e homicídio triplamente qualificado
08 dez 2024 às 15:09
Por: TN Online
Reprodução

Os ex-policiais rodoviários federais Paulo Rodolpho Lima Nascimento, Kléber Nascimento Freitas e William de Barros Noia foram condenados neste sábado (7), pela morte de Genivaldo de Jesus dos Santos. O motociclista foi asfixiado com gás no porta-malas de uma viatura da Polícia Rodoviária Federal (PRF) durante uma abordagem em 2022.


Na época, as cenas do caso chocaram o País. Genivaldo foi parado em uma blitz, em Umbaúba, Sergipe, por dirigir uma motocicleta sem usar capacete. Durante a abordagem, policiais prenderam o motociclista no porta-malas da viatura e ativaram uma bomba de gás lacrimogênio no interior do veículo. Nas imagens, os policiais impedem sua saída do porta-malas enquanto o gás é inoculado.


A maior pena foi atribuída a Paulo Rodolpho Lima Nascimento, que foi condenado a 28 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado. Nascimento foi responsável por jogar a bomba de gás e segurar a porta. Já William de Barros Noia e Kleber Nascimento Freitas foram condenados a 23 anos, um mês e nove dias prisão por tortura seguida de morte. Noia abordou a vítima desde o início e segurou a porta da viatura para impedir sua saída. Freitas utilizou spray de pimenta contra Genivaldo.


A defesa dos acusados declarou a inocência dos réus e argumentou que os agentes usaram os meios disponíveis para conter a resistência da vítima durante a abordagem. A defesa ainda pode recorrer da decisão do júri.


Os réus foram acusados inicialmente de tortura e homicídio triplamente qualificado, mas a classificação foi alterada pelo júri para Noia e Freitas, que não responderam por homicídio doloso (quando há intenção de matar). As penas desses dois foi agravada por motivo fútil, asfixia e por impedirem a defesa da vítima. O júri também considerou o fato de os policiais serem agentes públicos e terem cometido o crime contra uma pessoa com deficiência, já que Genivaldo sofria de transtornos mentais e havia sido diagnosticado com esquizofrenia.

Outras notícias

Ataque de aluno em escola deixa inspetora morta e estudantes feridos

Senado aprova equiparação de misoginia a crime de racismo com pena de reclusão

Caso Gisele: laudo aponta que PM teve duas paradas cardíacas após tiro


O júri do caso Genivaldo começou no dia 26 de novembro. Cinco procuradores da República atuaram na acusação, dos quais três fazem parte de um grupo especial de apoio ao Tribunal do Júri, uma unidade nacional do Ministério Público Federal, convocado para atuar em casos de alta complexidade.


Em nota, a PRF afirmou que conduziu processo administrativo que resultou na demissão dos servidores em agosto. A corporação disse ainda que qualquer posicionamento a respeito do julgamento é de responsabilidade das defesas técnicas particulares de cada um dos três ex-servidores.


Relembre o caso


Genivaldo trafegava de moto sem capacete pela BR-101 quando foi parado pelos policiais. A vítima argumentou que estava sem o equipamento de segurança porque utilizava medicamentos que dificultavam seu uso. Os policiais então imobilizaram Genivaldo, que foi agredido com xingamentos, rasteiras e chutes. Dois agentes também imobilizaram a vítima, colocando o joelho em seu tórax.


Depois disso, Genivaldo foi colocado no porta-malas da viatura e os policiais ativaram uma bomba de gás lacrimogênio no interior do veículo. Durante as filmagens, é possível ver que Genivaldo tenta sair do local, mas a porta do carro é segurada por agentes, impedindo a defesa da vítima. As filmagens foram feitas por pessoas ao redor, que inclusive tentaram interferir em defesa de Genivaldo.


Em agosto de 2023, a PRF expulsou os três agentes da corporação. Na época, o então ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, determinou a revisão dos manuais de procedimento da PRF. Em outubro deste ano, a União foi condenada a pagar R$ 1 milhão de indenização por danos morais a familiares de Genivaldo. O dinheiro será dividido entre os irmãos e o sobrinho dele, que presenciou a ação da PRF. A mãe de Genivaldo e o filho dele já haviam conseguido indenizações em processos que tramitaram separadamente.

Veja também

Relacionadas

Brasil e mundo
Imagem de destaque

Como pais de jovem espanhola reagiram à escolha da filha pela eutanásia

Brasil e mundo
Imagem de destaque

Tifanny reage à proibição do COI a atletas trans: 'grande retrocesso'

Brasil e mundo

Onda de calor extrema deve elevar temperaturas acima dos 40°C no outono

Brasil e mundo

Remédios devem ficar até 4,6% mais caros a partir de abril em todo o país

Mais Lidas

Cidade
Londrina e região

Homem morre soterrado após máquina cair de três andares sobre ele no centro de Londrina

Cidade
Londrina e região

Familiares notam forte odor em quarto e encontram homem morto em Londrina

Brasil
Brasil

Orgia a céu aberto é flagrada em praia de Santa Catarina

Paraná
Paraná

Idoso sofre estupro coletivo no PR; polícia prende dois e terceiro segue foragido

Brasil e mundo
Mundo

Como pais de jovem espanhola reagiram à escolha da filha pela eutanásia

Podcasts

Podcast Arte do Sabor | EP 17 | O Protagonismo do Azeite na Culinária

Podcast Corta Pra Elas | EP 4 | Superação e Sucesso na Confeitaria | Thati Carvalho

Podcast Sem Cerimônia | EP 1 | Harmonização Natural | Amanda Moura

Tarobá © 2024 - Todos os direitos reservados.