O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) discursou na noite deste domingo (4), em Brasília, após a apuração do primeiro turno das eleições. Em pronunciamento à imprensa, o parlamentar comemorou a liderança na disputa, com 47,06% dos votos válidos, contra 45,12% de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Durante a declaração, Flávio agradeceu a mobilização de seus apoiadores e fez críticas ao Partido dos Trabalhadores (PT). Segundo o candidato, o resultado representa uma possibilidade de mudança no comando do país.
“Foi por muito pouco, mas eu fiquei muito feliz com a quantidade de brasileiros que foram às ruas, foram às urnas, melhor dizendo, para se manifestarem, não se omitiram, porque queriam essa mudança e é o fim, é o fim da era do PT”, afirmou.
Ao falar sobre o segundo turno, Flávio apresentou propostas para um eventual governo e afirmou que pretende reduzir o número de ministérios e, segundo ele, “resgatar a democracia”. O candidato também fez críticas à situação econômica e social do país, citando temas como endividamento, impostos e fechamento de empresas.
“Está decretado o fim da era do PT, a mudança no nosso país, a era do PT que só está deixando como legado um recorde de mulheres assassinadas, um recorde de brasileiros endividados, um recorde de altos impostos, um recorde de desesperança, um recorde de empresas fechadas”, declarou.
Declaração sobre indicações ao STF
Um dos pontos centrais do discurso de Flávio Bolsonaro foi a composição do Supremo Tribunal Federal (STF). O candidato afirmou que o próximo presidente terá a possibilidade de indicar quatro ministros para a Corte ao longo do mandato e disse que pretende escolher nomes que, segundo ele, não interfiram em eleições.
“Um governo que vai indicar pelo menos quatro ministros para o Supremo Tribunal Federal que não vão tentar interferir em eleições”, afirmou.
Flávio também fez críticas ao presidente Lula e apresentou a possibilidade de mudança no comando do país como um dos principais pontos de sua campanha para o segundo turno.