Um homem identificado como praticante de jiu-jítsu provocou momentos de pânico e violência dentro de um prédio residencial na Avenida Maracanã, na Zona Norte do Rio de Janeiro. O agressor invadiu apartamentos vizinhos, espancou uma idosa e atacou outra moradora dentro do elevador. A defesa alegou que ele teria entrado em surto. Mesmo assim, o homem deve responder por dupla tentativa de feminicídio.
Invasão de apartamentos e agressão a idosa
A confusão começou dentro do apartamento do suspeito. Ao sair descontrolado pelo corredor do prédio, ele tentou invadir uma primeira residência, mas os moradores conseguiram escapar pelas escadas de emergência.
Em seguida, o lutador arrombou a porta do apartamento vizinho, onde morava uma idosa com mais de 60 anos. A mulher foi agredida e precisou ser socorrida às pressas. Ela permaneceu internada, mas apresentava estado de saúde estável.
Violência extrema e mata-leão no elevador
Ao ouvir os gritos e o barulho da confusão, uma vizinha de cerca de 40 anos subiu pelo elevador para tentar intervir e ajudar a idosa. No entanto, ela foi interceptada pelo homem assim que as portas se abriram.
Câmeras de segurança do condomínio flagraram o momento em que a moradora foi agredida com socos, cotoveladas e chutes. O homem também utilizou técnicas de artes marciais e aplicou um mata-leão, colocando a vida da vítima em risco.
Reação à abordagem policial e tiro no pé
Acionada por testemunhas, a Polícia Militar cercou o edifício e encontrou o agressor ainda alterado. O lutador resistiu à abordagem e tentou tomar a arma de fogo de um dos policiais.
Durante o confronto, o suspeito foi baleado no pé por um dos agentes. Mesmo ferido, continuou reagindo e só foi contido e imobilizado após o uso de uma pistola de choque elétrico, conhecida como taser.
Prisão preventiva e tentativa de feminicídio
A defesa do lutador alegou que ele teria apresentado um quadro de surto. A versão, no entanto, não impediu a continuidade dos procedimentos policiais.
Após passar por audiência de custódia, a Justiça determinou a manutenção da prisão preventiva do investigado. Ele deverá responder criminalmente por delitos que incluem dupla tentativa de feminicídio qualificado.