Um prédio comercial de quatro andares desabou na noite desta sexta-feira (6), na região do Brás, área central de São Paulo. Mais de 30 pessoas estavam no imóvel no momento do colapso. Segundo o Corpo de Bombeiros, 27 pessoas receberam atendimento das equipes de resgate. Até o momento, não havia registro de mortes nem de feridos em estado grave.
Cerca de 35 trabalhadores estavam no local para descarregar uma carga de tecidos. A maioria, que estava nos andares superiores, conseguiu deixar o edifício antes da chegada das equipes de socorro.
A ocorrência mobilizou equipes de segurança e salvamento da capital paulista. O imóvel funcionava como um galpão de tecidos. Quatro pessoas feridas foram encaminhadas à UPA da Mooca, nas proximidades do local.
De acordo com as informações iniciais, o mezanino do prédio cedeu. O canil da Polícia Militar também realizou uma varredura na estrutura.
Uma pessoa que estava no edifício relatou que o excesso de peso poderia ter provocado o desabamento. Segundo o relato, trabalhadores, a maioria de origem estrangeira, transportavam tecidos para os andares superiores do prédio comercial.
Muitos imóveis da região, conhecida pela forte atividade comercial, são utilizados para armazenar mercadorias. Para os serviços de carga e descarga, comerciantes costumam contratar trabalhadores conhecidos como "chapas", que recebem por serviço.
As causas do desabamento serão investigadas. As condições estruturais e os alvarás de segurança do imóvel também deverão ser apurados.
Na madrugada deste sábado (7), o Corpo de Bombeiros informou que não seria possível continuar os trabalhos manuais de busca com segurança devido à instabilidade do terreno e ao risco iminente de novo colapso estrutural.
A expectativa era de que, com o apoio de maquinário, os trabalhos pudessem ser retomados pela manhã. A corporação também informou que não era possível confirmar a presença de vítimas sob os escombros, mesmo após a indicação feita por um cão de busca.
Relato sobre o armazenamento de carga
Em entrevista concedida ao repórter Rafael Batalha, um sobrevivente contou que deixou o local pouco antes do desabamento, após se recusar a participar de uma movimentação de carga determinada no edifício.
Segundo o trabalhador, as orientações eram para que todo o estoque de tecidos fosse levado ao terceiro andar do prédio. "Eles falaram para subir todo tecido em cima, ao terceiro andar", afirmou durante a entrevista.
O homem acrescentou que decidiu sair do imóvel para realizar outra atividade nas proximidades. Com isso, não estava no prédio quando a estrutura desabou.