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Medicamentos terão reajuste de até 4,6% em abril no país

Alta autorizada pelo governo deve pesar no orçamento de pacientes que dependem de tratamento contínuo
24 mar 2026 às 16:37
Por: Band
Foto: Band

Os preços de medicamentos em todo o Brasil vão subir até 4,6% a partir de abril, após autorização do governo federal para o reajuste anual do setor farmacêutico.


O índice representa o teto de aumento que laboratórios e redes de farmácia podem aplicar sobre a tabela oficial e deve pesar principalmente no bolso de quem depende de tratamento de uso contínuo.


Na prática, o percentual não é automático: cada fabricante e cada estabelecimento decide se repassa o valor integral ou parcial, mas a expectativa do mercado é de que a maior parte dos itens sofra algum acréscimo já nas primeiras semanas do mês.

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O impacto tende a ser maior para idosos, pessoas com doenças crônicas, como hipertensão e diabetes, e famílias que precisam comprar vários produtos todos os meses, muitas vezes já comprometendo boa parte da renda com gastos de saúde.


Reajuste regulado pela CMED

No Brasil, o governo controla o preço máximo de venda de milhares de apresentações farmacêuticas por meio da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), ligada à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).


Todos os anos, o órgão define um percentual de reajuste que considera a inflação oficial acumulada e fatores de custo do setor, como variação de insumos e concorrência entre empresas.


Esse limite vale para remédios de referência, similares e genéricos. A regra busca impedir aumentos acima da inflação e dar previsibilidade às despesas de famílias, planos de saúde e hospitais.


Orientação ao consumidor

Diante da alta autorizada, especialistas em finanças pessoais e órgãos de defesa do consumidor orientam as pessoas a pesquisar preços em diferentes farmácias e avaliar a troca de marcas por opções genéricas, que costumam ser mais baratas e têm a mesma composição do produto de referência.


A recomendação é que pacientes que usam remédios contínuos conversem com o médico antes de qualquer substituição e, se possível, antecipem parte das compras ainda em março, quando os estoques antigos permanecem com o valor anterior.


Quem identificar reajustes acima de 4,6% ou suspeitar de preços abusivos pode acionar os Procons estaduais e municipais ou registrar reclamação junto à Anvisa, informando o nome do produto, o laboratório, o preço cobrado e o local da compra.

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