A polícia do Ceará prendeu nesta terça-feira o namorado da estudante de direito Isabelle Caracristi, encontrada morta em um condomínio em Fortaleza. A prisão preventiva do bacharel em direito ocorreu nove dias após o falecimento da jovem, de 22 anos.
Prisão e depoimento
O suspeito foi localizado na casa da avó, na capital cearense. Na noite anterior, ele havia prestado depoimento por cerca de cinco horas após o pedido de prisão preventiva feito pela polícia. O investigado deve passar por audiência de custódia nesta quarta-feira para definir se permanecerá preso durante o andamento do processo.
Perícia e mensagens reveladoras
Os celulares da vítima, do namorado e da mãe dele foram apreendidos e estão sob análise pericial. De acordo com a defesa da família, mensagens enviadas por Isabelle a um familiar mostram desabafos sobre o comportamento possessivo do companheiro, além de relatos de ameaças. A investigação também aponta que o relacionamento começou antes de o suspeito concluir seu divórcio anterior.
Imagens de câmeras de segurança
Os registros do circuito interno do condomínio mostram os momentos que antecederam a morte da estudante. Isabelle chegou sozinha ao prédio onde morava com o namorado e a mãe dele, sendo recebida por ele.
Cerca de trinta minutos depois, o suspeito aparece sozinho, retira a aliança, coloca outro anel e deixa o edifício a pé. Mais tarde, às 19h12, a jovem subiu sozinha de elevador até a cobertura, no 23º andar. O corpo foi encontrado no pátio do prédio uma hora e meia depois. O namorado retornou ao local apenas às 22h48, acompanhado de um casal.
Campanha A Band Não Se Cala
O Grupo Bandeirantes lançou a campanha "A Band Não Se Cala" para reforçar a conscientização e o incentivo às denúncias de agressões, estupros e feminicídios em todo o Brasil. A mobilização pretende engajar a sociedade no acolhimento às vítimas e no enfrentamento da impunidade.
A cada 30 segundos, uma mulher aciona a Polícia Militar para pedir socorro no país. Além disso, as estatísticas indicam o registro de um estupro a cada 6 minutos e um feminicídio a cada 6 horas no Brasil. O quadro expõe uma rotina marcada pelo medo, pela solidão e pelo silêncio das vítimas.