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Oruam é detido em operação no RJ; foragido é encontrado na casa do rapper

26 fev 2025 às 10:05

O rapper Oruam foi alvo de uma operação da Polícia Civil na manhã desta quarta-feira (26) no Rio de Janeiro. Na casa do músico, no Joá, zona oeste da capital fluminense, os agentes, durante cumprimento de mandados de busca e apreensão, encontraram o traficante Yuri Pereira Gonçalves, foragido da Justiça.


Foram apreendidos armas, computadores e celulares, que passarão por perícia. Ambos foram encaminhados à Cidade da Polícia, na zona norte. O traficante foi preso em flagrante. Já Oruam pode assinar um Termo Circunstanciado de Ocorrência pelo crime de favorecimento e ser liberado. 


A operação investiga tiros para o alto que foram disparados no final do ano passado dentro de um condomínio em Igaratá (SP) e não tem relação com a detenção do artista na semana passada, quando foi pego realizando manobras perigosas no trânsito, incluindo um “cavalo de pau”, próximo a uma blitz policial, na região da Barra da Tijuca. 


Na ocasião, ele foi autuado em flagrante por direção perigosa e pagou fiança de R$ 60 mil. A investigação acredita que a prisão foi proposital, uma “ação de marketing” para divulgar o lançamento de um álbum, já que, pouco tempo depois, ele publicou uma mensagem no Instagram dizendo que “vai responder com música". 


A saída do cantor da delegacia foi marcada por tumulto e confusão de fãs que se aglomeraram em frente ao local. Também estiveram por lá Fernanda Valença, noiva do artista, e o amigo Orochi. 


*Mais informações em instantes



Quem é Oruam



Oruam, nome artístico de Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, de 23 anos, ficou conhecido no cenário musical com hits como “Diz aí, qual é o plano?”, “Para de mentir”, “A cara do crime 4”, “Terra prometida” e “Bem melhor”, acumulando mais de 11 milhões de ouvintes no Spotify. 


Ele é filho de um dos líderes do Comando Vermelho, Marcinho VP, preso desde 1996. Os dois nunca conviveram fora da prisão, de onde o líder continua a comandar a facção.


Ele já mostrou uma tatuagem com o rosto do pai e outra com seu “tio” de consideração, Elias Maluco, que morreu na cadeia em 2020 após ser condenado pelo assassinato brutal do jornalista Tim Lopes.


Recentemente, o rapper teve o nome associado a um projeto, apelidado de lei anti-Oruam, que proíbe ao poder público a contratação de shows de artistas que façam apologia ao crime e ao uso de drogas.


A iniciativa da vereadora Amanda Vettorazzo (União Brasil) em São Paulo se espalhou pelo Brasil e, segundo a parlamentar ligada ao Movimento Brasil Livre (MBL), propostas similares foram protocoladas em mais de 80 cidades brasileiras, sendo 18 capitais.