A Justiça de São Paulo nomeou que Suzane von Richthofen, condenada pelo assassinato dos pais, como inventariante do espólio do seu tio materno Miguel Abdalla Netto, encontrado morto dentro de casa no início de janeiro.
A informação foi confirmada à Band pela defesa de Silvia Magnani, que se apresenta como ex-companheira de Miguel Abdalla Netto.
Em nota, as advogadas informaram que foram surpreendidas nesta quinta-feira (5) com a decisão judicial. Segundo a defesa, a “nomeação foi feita antes do encerramento do prazo concedido para a apresentação de documentos que comprovam a união estável mantida entre Silvia e Miguel, que se estende até o dia 10/2, o que será questionado”.
“É fundamental esclarecer que a nomeação como inventariante não legitima atos anteriormente praticados sem autorização judicial, nem afasta a necessidade de investigação de condutas irregulares ou ilegais como a retirada do veículo pertencente ao espólio, a violação do imóvel e o furto de bens que estavam na casa”, afirmou a defesa de Silvia Magnani.
No texto, a defesa também manifestou preocupação com o “alto risco da decisão”, diante do historio penal de Suzane von Richthofen e da natureza da função do inventariante.
“Isso compromete a administração isenta, responsável e segura do patrimônio de Miguel”, diz trecho da nota.
“A decisão chama atenção por ter sido tomada sem que fosse avaliado amplamente quem reúne melhores condições de cuidar do patrimônio deixado por Miguel, em um momento de investigações sobre o que aconteceu com bens do espólio”, continuou.
A defesa de Silvia Magnani lembra que foi o próprio Miguel Abdalla Netto que obteve a decisão judicial que reconheceu a indignidade de Suzane von Richthofen para a herança dos pais dela.
“Diante desse cenário, as advogadas de Silvia Magnani informam que recorrerão da decisão, buscando garantir a legalidade do processo, assegurar a proteção do patrimônio e preservar a honra da família e o legado de Miguel”, finalizou.
Suzane von Richthofen
- Faculdade: Já foi autorizada pela Justiça a cursar Farmácia e, mais recentemente, Direito.
- Concurso Público: Em setembro de 2024, prestou concurso para o cargo de escrevente no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), gerando debates sobre a possibilidade de uma condenada atuar no sistema judiciário.