O professor de Física acusado de assediar duas alunas de uma escola estadual na Zona Sul do Rio é afastado das atividades.
A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado de Educação, que também informou que abriu uma sindicância foi para apurar a conduta dos demais servidores do Colégio Estadual Amaro Cavalcanti, no Largo do Machado.
A pasta informou que só tomou conhecimento da denúncia na manhã dessa quarta-feira (25) durante encontro das associações municipal e estadual dos alunos do Rio, que terminou com a agressão de um policial militar contra dois representantes das organizações.
O caso foi registrado na delegacia do Catete, que vai conduzir as investigações e também investigar as denúncias de assédio contra o professor da unidade.
O policial militar que aparece nas imagens agredindo os jovens também foi afastado pela corporação. Vídeos publicados nas redes sociais mostram o agente, lotado no Batalhão de Choque da PM, dando dois tapas no rosto de uma representante dos alunos da unidade e um soco no rosto do colega dela, que chega a cair no chão.
Durante a reunião, a Secretaria de Estado de Educação acionou a Polícia Militar para garantir a segurança durante as conversas, segundo a pasta.
Segundo as associações municipal e estadual dos estudantes secundaristas do Rio, membros das organizações estudantis foram até o colégio a pedido dos próprios alunos após uma denúncia de assédio por parte de um professor de Física.
Um aluno do Colégio Amaro Cavalcanti conversou com a reportagem da BandNews FM. Com a identidade preservada e a voz distorcida, a aluna afirma que tinha medo de estudar sabendo que o professor estava na escola.
As vítimas do docente estavam inseguranças com o fato do acusado não ter sido afastado. Os grupos que representam os interesses dos estudantes foram até o local acompanhar a criação de um abaixo-assinado.
A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Alerj encaminhou um ofício à Secretaria de Estado de Educação pedindo informações detalhadas sobre a ocorrência, as providências adotadas diante da denúncia de assédio e os critérios que motivaram o acionamento da força policial dentro da escola, além de cobrar medidas para garantir a segurança e o direito de organização dos estudantes.