A Polícia Civil de São Paulo prendeu dois homens suspeitos de matar e ocultar o corpo de um colega de trabalho em um prédio desativado em Guarulhos, na Grande São Paulo. Jeferson Figueiredo, de 69 anos, que trabalhava como vigilante no local, estava desaparecido desde o dia 5 de março. O corpo foi localizado em um poço nos fundos do terreno após uma denúncia anônima, apresentando sinais de agressão e uma corda amarrada ao pescoço.
Os suspeitos foram identificados como Fábio Alfredo Conde, de 58 anos, e Márcio Victor Alves Gregório, de 51 anos. De acordo com as investigações, ambos confessaram o crime. A motivação seria financeira: os autores teriam planejado o roubo após a vítima comentar que estava prestes a sacar cerca de R$ 1.700 referentes à sua aposentadoria.
Dinâmica do crime e investigação
Segundo o delegado Augusto Cobert Miranda Neto, o crime ocorreu no período da manhã, quando Jeferson retornou ao prédio para buscar pertences pessoais após, supostamente, ter saído para realizar o saque. Ao subir ao segundo andar, o idoso foi surpreendido por Márcio com uma paulada na cabeça enquanto se sentava para tomar café. A vítima não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
Com o auxílio de Fábio, o corpo foi inicialmente escondido em uma sala e, durante a madrugada, transportado até o poço. Para evitar a detecção do crime pelo odor, os suspeitos utilizaram uma tampa de ferro para lacrar o compartimento. A denúncia que levou à descoberta do cadáver partiu de um terceiro vigilante, que ouviu a confissão de um dos envolvidos e acionou as autoridades por medo de ser cúmplice.
Um detalhe que chamou a atenção dos investigadores foi a movimentação nas redes sociais da vítima após o desaparecimento. Os criminosos alteraram a foto de perfil de Jeferson, substituindo-a pela imagem de uma tatuagem que pertence a um dos presos. Além disso, o cartão de crédito e o celular do idoso foram utilizados pela dupla após o assassinato.
Antecedentes e desfecho
A polícia ainda apura se os executores conseguiram subtrair o dinheiro em espécie, uma vez que os presos alegam não ter encontrado o valor com a vítima. No entanto, o uso dos pertences eletrônicos e bancários reforça a tese de latrocínio. Os dois homens já possuíam extensa ficha criminal e tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça.
Em Itapecerica da Serra, onde o vigilante residia, a família viveu 21 dias de angústia, realizando buscas e espalhando cartazes pela região. Jeferson Figueiredo, que deixou dez filhos, foi sepultado no cemitério da cidade.