A Justiça de Londrina realiza, nesta terça-feira (12), o julgamento de Vitor Hugo Ferreira da Silva, acusado de efetuar os disparos que causaram a morte de Luana Indianara da Silva, de apenas 11 anos. O crime, que gerou grande comoção na cidade, ocorreu há seis anos, em 2020, enquanto a criança participava de um churrasco com familiares.
Segundo as investigações da época, o acusado estaria perseguindo um desafeto em meio a uma briga entre criminosos na rua. O homem perseguido teria se escondido em uma residência, momento em que Vitor Hugo disparou diversas vezes contra o portão do imóvel. Um dos projéteis atravessou a estrutura e atingiu Luana. A menina não resistiu aos ferimentos.
O processo judicial
O desfecho do caso levou seis anos devido a diversos fatores processuais e ao histórico do acusado:
Fuga: Vitor Hugo permaneceu foragido por dois anos, sendo localizado e preso apenas em 2022.
Tese da acusação: o Ministério Público sustenta que o réu agiu com dolo eventual, ao assumir o risco de matar pessoas inocentes ao disparar contra uma residência ocupada.
Tese da defesa: os advogados do réu alegam insuficiência de provas técnicas e testemunhais que confirmem a autoria dos disparos por parte de Vitor Hugo.
Expectativa da família
Para a família de Luana, que hoje teria 17 anos, o julgamento representa o fim de uma longa espera por justiça.
“São seis anos de dor e espera por esse desfecho. O alívio virá com a sentença”, relataram familiares que acompanham o processo.
O júri popular terá início às 9h, no Fórum de Londrina. A previsão é de que o conselho de sentença chegue a um veredito e o juiz profira a sentença oficial até o final da tarde desta terça-feira.
As forças de segurança devem reforçar o patrulhamento no entorno do prédio para garantir a ordem durante o julgamento.