O Ministério Público do Paraná (MPPR), por meio da 3ª Promotoria de Justiça de Campina Grande do Sul, apresentou denúncia criminal nesta sexta-feira (6) contra um homem de 55 anos acusado do assassinato de Giovanna dos Reis Costa. O crime, que permaneceu sem solução por quase duas décadas, teve uma reviravolta decisiva após a prisão do suspeito em Londrina no início de 2026.
A menina Giovanna dos Reis Costa desapareceu em abril de 2006, em Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba, enquanto vendia rifas escolares.
Dois dias depois, o corpo da criança foi encontrado em um terreno baldio, apresentando sinais de asfixia e violência sexual extrema.
Na época do crime, um grupo de ciganos chegou a ser julgado, mas acabou absolvido por falta de provas, o que levou ao arquivamento do processo.
Em 2025, novas diligências da Polícia Civil do Paraná e depoimentos inéditos permitiram reabrir a investigação e ligar diretamente o atual suspeito à cena do crime.
As provas técnicas e o cruzamento de dados periciais realizados ainda em 2006 foram fundamentais para a denúncia apresentada pelo Ministério Público.
Segundo a investigação, fios elétricos apreendidos na residência do suspeito em 2006 foram periciados e considerados idênticos aos utilizados para amarrar a vítima. Além disso, uma sacola de mercado contendo roupas da criança foi relacionada à casa do investigado.
O Ministério Público do Paraná denunciou o suspeito por homicídio qualificado, sustentando que o crime teve motivo torpe, foi cometido com uso de meio cruel (asfixia) e com recurso que dificultou a defesa da vítima.
Embora existam indícios de crimes como atentado violento ao pudor e ocultação de cadáver, o MPPR informou que esses delitos não foram incluídos na denúncia, pois já estão legalmente prescritos.
Além da responsabilização criminal, a Promotoria de Justiça solicitou medidas de reparação à família da vítima.
Entre os pedidos está o pagamento de uma indenização mínima de R$ 100 mil aos familiares de Giovanna, como reparação pelos danos causados pelo crime.
O Ministério Público também requereu que a família receba acompanhamento multidisciplinar, incluindo atendimento de saúde, apoio psicossocial e assistência jurídica, com custos atribuídos ao agressor ou ao Estado.
Por fim, o MPPR solicitou a manutenção da prisão preventiva do acusado, que já possui histórico de processos por estupro de vulnerável.