O programa Tempo Quente, da TV Tarobá, apresentado por Rodrigo Marine, promoveu nesta sexta-feira (13) um debate sobre o projeto de lei que visa regulamentar a utilização de espaços públicos por estabelecimentos comerciais em Londrina. A proposta permite que bares e restaurantes ocupem trechos da calçada ou utilizem vagas de estacionamento na via pública para a instalação de estruturas de atendimento, como os chamados parklets (ou "paracinhas"). O encontro reuniu o autor da lei, vereador Deivid Wisley, o presidente do Sindicato dos Corretores de Imóveis (Sincil), Marco Antônio Bacarin, e o presidente da Abrasel Londrina, Henrico Tamiozzo.
O autor da proposta defendeu que a medida é essencial para revitalizar a economia local e trazer "vida" à cidade, especialmente no período noturno. Deivid Wisley ressaltou que a ocupação planejada de áreas públicas ajuda a afastar problemas como o abandono do centro e a presença de pessoas em situação de vulnerabilidade, desde que respeitados os limites de som e horários. O parlamentar mostrou-se aberto a emendas e diálogos com entidades para ajustar tecnicidades do texto, como o recuo mínimo obrigatório para pedestres.
Pelo setor produtivo, Henrico Tamiozzo, da Abrasel, manifestou apoio integral à iniciativa, lembrando que a regulamentação traz segurança jurídica para o empresário investir. Tamiozzo sugeriu que as taxas arrecadadas pelo uso do espaço público sejam revertidas para um fundo destinado à segurança e manutenção dessas áreas. Ele criticou a burocracia do atual decreto municipal sobre o tema, afirmando que o rigor excessivo impediu que o modelo prosperasse na cidade nos últimos anos.
Já Marco Antônio Bacarin, representando o Sincil e o Conselho Municipal de Planejamento, alertou para os riscos de uma fiscalização ineficiente. Bacarin pontuou que o projeto deve seguir três premissas: planejamento urbano, acessibilidade e interesse coletivo. Ele lembrou experiências passadas no calçadão onde o uso desordenado impediu a mobilidade e sugeriu que a fiscalização seja integrada entre órgãos como o IPPUL, a CMTU e a Secretaria de Fazenda. O projeto segue agora em tramitação nas comissões da Câmara Municipal antes de ir para votação em plenário.