A defesa de Ricardo Seidi negou informações que repercutiram nas redes sociais sobre um suposto pedido de soltura do acusado no caso da morte da menina Eduarda Shigematsu, em Rolândia. Nesta quinta-feira (28), a informação foi repercutida nas redes sociais, mas o advogado Roberto Ekuni afirmou que não houve qualquer solicitação nesse sentido e destacou que a defesa aguarda o julgamento, marcado para o próximo dia 23.
O caso segue causando forte repercussão no Paraná e o processo já passou por diversas mudanças desde 2019. Ao todo, o julgamento já teve seis alterações, incluindo transferências de comarca de Rolândia para Londrina e depois para Maringá. As mudanças ocorreram após alegações da defesa sobre possível parcialidade no município onde o crime aconteceu.
Anteriormente, o júri popular estava marcado para o dia 6 de outubro, mas acabou suspenso pelo Tribunal de Justiça do Paraná após questionamentos relacionados ao sorteio dos jurados.
O crime aconteceu em 24 de abril de 2019, quando a menina Eduarda Shigematsu, de 11 anos, foi encontrada morta e enterrada no quintal da casa do pai, em Rolândia. Ricardo Seidi está preso desde 30 de abril daquele ano e responde por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e falsidade ideológica.
Ele nega ter assassinado a filha, mas admitiu ter escondido o corpo, alegando que a menina teria tirado a própria vida.
A avó paterna da criança, Terezinha de Jesus, também responde ao processo. Segundo o Ministério Público, ela teria ajudado na ocultação do cadáver. A defesa dela nega participação no crime.