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Seis anos após o crime, morte de Eduarda Shigematsu ainda aguarda julgamento

Corpo da menina foi achado enterrado na casa do pai, que nega o crime mas responde por homicídio qualificado
24 abr 2025 às 20:39
Por: Portal Tarobá

Nesta quinta-feira (24), completam-se seis anos da morte de Eduarda Shigematsu, de 11 anos. O corpo da menina foi encontrado enterrado na garagem de um imóvel que pertence ao pai, Ricardo Seidi, em Rolândia, no norte do Paraná. Ele confessou ter ocultado o cadáver, mas nega ter matado a filha.


A mãe de Eduarda, Jéssica Pires, relata que ainda não se sente à vontade para falar com a imprensa. O assistente de acusação que representa Jéssica conversou com a TV Tarobá por vídeo chamada. Hugo Esteves afirma que a mãe segue em luto profundo: “Ela ainda vive um período de muito sofrimento. São seis anos desde a morte da filha, com inúmeros adiamentos do júri.”


Eduarda Shigematsu foi encontrada morta em abril de 2019, enterrada nos fundos da casa do pai. Ricardo Seidi está preso desde então e responde por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e falsidade ideológica.


A avó de Eduarda, Terezinha de Jesus, com quem a menina morava, também responde pelo crime. Ela está em liberdade e, de acordo com a Justiça, teria participado da ocultação do cadáver da neta. “Isso gera uma sensação de impunidade, ao percebermos que um dos réus está preso e a outra está solta”, completou Esteves.


Já o advogado de defesa da avó, Mauro da Silva, afirma que ela é inocente. “Temos plena convicção de que a verdade será restabelecida e que ela, como já foi impronunciada pelo juízo criminal da comarca de Rolândia, será também absolvida pelo tribunal do júri”, disse.

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A data do julgamento foi adiada diversas vezes desde 2022. No último mês, o júri foi transferido para Maringá. Segundo a defesa do pai de Eduarda, a mudança tem como objetivo garantir a imparcialidade dos jurados. O julgamento está marcado para o dia 20 de maio.


De acordo com o advogado de Ricardo Seidi, o próprio réu é o mais interessado em ser julgado. “O acusado relata ter encontrado a filha já sem vida no interior do imóvel e confessa a ocultação do cadáver. Apesar dos inúmeros pedidos de desaforamento da defesa, tudo foi feito com a intenção de garantir um julgamento imparcial”, afirmou Douglas Rocha.

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