Um elevador com passageiros despencou em um edifício comercial localizado na Avenida Ayrton Senna, na Gleba Palhano, zona sul de Londrina. O incidente ocorreu após o equipamento apresentar falhas no fechamento das portas e descer abruptamente até o subsolo. Entre os ocupantes do elevador estavam três mulheres grávidas e uma pessoa com diabetes, que relataram momentos de pânico e falta de assistência por parte da administração do condomínio após o impacto.
As vítimas afirmaram que os dispositivos de emergência do elevador, como a campainha e o código QR de suporte, não funcionaram durante a queda. Uma das passageiras, que preferiu não se identificar, relatou que o socorro foi realizado por meios próprios. “Não tivemos nenhuma assistência. Eles não chamaram Siate, nem ambulância, nada. Quando bateu, parecia uma explosão, como se um botijão de gás tivesse explodido”, afirmou.
A mulher precisou de atendimento hospitalar após sentir dores no nervo ciático e relatou que outras ocupantes sofreram torções e crises de pânico após o acidente no elevador. A síndica do edifício declarou aos envolvidos que o condomínio não possui responsabilidade pelo ocorrido, atribuindo a culpa exclusivamente à empresa responsável pela manutenção dos elevadores.
Segundo as vítimas, funcionários do prédio teriam minimizado a gravidade do acidente. “Disseram que o elevador não despencou e que, se tivesse batido no chão, nós teríamos virado sardinha”, relatou a entrevistada.
O elevador permaneceu interditado para a realização de perícia técnica na manhã seguinte ao episódio.
Especialistas alertam que, para gestantes, o impacto emocional de um episódio de pânico intenso pode provocar reflexos no desenvolvimento dos bebês.
Os passageiros que ficaram feridos buscam agora orientações jurídicas para avaliar a responsabilização dos administradores do imóvel e possíveis falhas no atendimento após o acidente.