Um assunto preocupante volta à tona: motoristas continuam sendo flagrados transportando crianças sem o uso da cadeirinha, item obrigatório e essencial para a segurança dos pequenos.
A obrigatoriedade do uso dos dispositivos de retenção infantil no Brasil passou a valer em 2010. Mesmo 16 anos depois, ainda há condutores que ignoram a importância do equipamento.
Um flagrante recente chamou atenção. O motorista seguia pela Avenida Tancredo Neves, uma das mais movimentadas de Cascavel, com um bebê no colo enquanto dirigia. A criança chega a se levantar para olhar pela janela, enquanto o condutor segue normalmente. A cena foi registrada por um passageiro de outro veículo, que se assustou com a situação de risco.
Os números reforçam a preocupação. Apenas em janeiro deste ano, 89 motoristas foram autuados por transportar crianças de forma incorreta na cidade. Ao longo do ano passado, foram mais de 900 multas aplicadas pela mesma infração.
Entre as irregularidades mais comuns está a criança em pé no banco dianteiro ou solta no banco traseiro, sem qualquer dispositivo de segurança.
O Artigo 168 do Código de Trânsito Brasileiro prevê multa e pontos na carteira para quem transportar criança sem observar as normas de segurança. No entanto, o maior problema não é apenas a penalidade, mas o risco real à vida da criança em caso de acidente ou freada brusca.
Especialistas reforçam que não basta apenas ter o bebê conforto ou a cadeirinha. É fundamental escolher o modelo adequado conforme o peso e a altura da criança e instalar corretamente o equipamento, garantindo que ele realmente cumpra sua função de proteção.