As ações de combate ao mosquito Aedes aegypti em Foz do Iguaçu apresentaram resultados expressivos ao longo de 2025 e colocaram o município como referência no enfrentamento à dengue. Dados oficiais da Vigilância em Saúde apontam uma redução histórica de aproximadamente 93% no número de casos confirmados da doença em comparação com o ano anterior.
Em apenas um ano, Foz do Iguaçu conseguiu reverter um cenário considerado crítico. Em 2024, o município registrava mais de 14 mil casos confirmados de dengue. Já em 2025, esse número caiu para pouco mais de mil, o menor registro dos últimos sete anos. A redução também foi observada nas notificações e, principalmente, nas internações hospitalares, que diminuíram cerca de 80%.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o resultado positivo é fruto de um conjunto de estratégias adotadas de forma planejada e contínua. Entre as principais medidas está a implementação do método Wolbachia, uma tecnologia inovadora que utiliza mosquitos Aedes aegypti infectados com uma bactéria capaz de impedir a transmissão de vírus como dengue, zika e chikungunya.
Além da tecnologia, o município investiu em mutirões de limpeza, eliminação de criadouros, campanhas permanentes de conscientização da população e monitoramento epidemiológico constante. As ações integradas permitiram reduzir de forma significativa a circulação do vírus na cidade.
Os dados mais recentes reforçam a tendência de queda. Em janeiro de 2026, foram registradas apenas seis confirmações de dengue e cinco internações, representando uma redução superior a 98% na comparação com o mesmo período de dois anos atrás.
Apesar do cenário favorável, as autoridades de saúde alertam que a dengue é uma doença sazonal e que os meses de maior risco ainda estão por vir. A orientação à população é manter os cuidados básicos, como eliminar água parada, manter caixas-d’água bem vedadas, limpar calhas e permitir o acesso dos agentes de endemias, devidamente identificados, às residências.