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H.U de Londrina utiliza tecnologia para salvar vítimas de queimaduras graves

05 mai 2026 às 20:13

O CTQ (Centro de Tratamento de Queimados) do HU (Hospital Universitário) da UEL (Universidade Estadual de Londrina) consolidou-se como uma unidade de referência no Paraná ao integrar equipes multidisciplinares e tecnologias avançadas no atendimento de alta complexidade. Um dos grandes diferenciais da unidade é o emprego da técnica MIC, um expansor de pele utilizado em situações onde o paciente apresenta escassez de áreas doadoras para enxerto


Essa inovação foi crucial para a recuperação de pacientes como a advogada Juliane Vieira, que teve 60% do corpo atingido por um incêndio. Através do uso de dermatomas e aparelhos de mesh, os cirurgiões conseguem processar a pele saudável para que ela cubra superfícies muito maiores, viabilizando a sobrevivência de quem chega ao hospital em estado crítico.


A estrutura do CTQ funciona de maneira autônoma dentro do complexo do HU (Hospital Universitário), o que garante um ambiente mais controlado e seguro para os pacientes. No último ano, o setor registrou centenas de internações e realizou milhares de procedimentos cirúrgicos, contando com o suporte de uma equipe de 120 profissionais que inclui desde cirurgiões plásticos e intensivistas até fisioterapeutas e psicólogos


Além de tratar acidentes domésticos graves, a unidade também acolhe vítimas de violência extrema, como o caso recente de um vereador transferido do litoral para Londrina devido à gravidade de suas lesões.


Apesar de toda a tecnologia disponível e dos altos índices de sucesso nos tratamentos, os especialistas do CTQ reforçam que a prevenção continua sendo a ferramenta mais eficaz. A maioria das internações graves na unidade ainda é provocada pelo uso inadequado de líquidos inflamáveis em atividades simples do cotidiano, como acender churrasqueiras ou queimar lixo. Por isso, as autoridades de saúde do HU (Hospital Universitário) insistem que a substituição desses produtos por opções mais seguras é a única forma de evitar acidentes que exigem longos períodos de reabilitação e suporte médico contínuo.

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