Começa nesta terça-feira (14), no Tribunal do Júri, o julgamento de Jefferson Mariano da Silva, acusado de causar o acidente que matou o jovem Matheus Esteves da Rocha em outubro de 2020. A tragédia aconteceu na PR-538, perto do Trevo de Guaravera, quando o carro de Jefferson, um Golf, atingiu violentamente a motocicleta da vítima. O impacto foi tão forte que a frente do veículo ficou completamente destruída, e Matheus, descrito por amigos como um rapaz alegre e tranquilo, não resistiu aos ferimentos.
O réu enfrenta acusações pesadas que vão além da imprudência ao volante.
O Ministério Público o denunciou por homicídio doloso — quando se assume o risco de matar —, além dos crimes de omissão de socorro e fuga do local do acidente. Na época, Jefferson só se apresentou à delegacia meses depois e permaneceu em silêncio diante do delegado, mas depoimentos colhidos no inquérito complicam sua situação, apontando que ele estaria embriagado no momento da colisão.
De acordo com o assistente de acusação, Alessandro Rodrigues, testemunhas fundamentais foram ouvidas, incluindo o dono de um bar que afirmou que o réu já chegou ao estabelecimento bêbado antes de dirigir. Até um médico que atendeu Jefferson logo após a batida confirmou os sinais de embriaguez. Como o motorista fugiu da cena antes da chegada da polícia, o teste do bafômetro não foi feito, mas o conjunto de provas levado ao júri busca comprovar que a morte de Matheus foi causada por uma sequência de escolhas criminosas.
A expectativa para o veredito é grande entre familiares e amigos de Matheus, que mantêm viva a memória do jovem através de homenagens e pedidos de justiça. O julgamento deve durar o dia todo, com o depoimento de testemunhas de acusação e defesa antes da decisão final dos jurados. Para a família, o júri popular desta terça-feira representa o encerramento de um ciclo de espera por uma resposta do Judiciário sobre o acidente que interrompeu precocemente a vida do rapaz.