A Polícia Civil do Paraná (PCPR) confirmou a identidade do homem encontrado morto no Rio Tibagi, em Ibiporã, na tarde desta terça-feira (25). Trata-se de Claudio Claudemir, que estava desaparecido desde sábado (22).
O corpo foi localizado pelo Corpo de Bombeiros, após buscas que contaram com mergulhadores e equipamentos de sonar na região entre Ibiporã e Sertanópolis.
Claudio foi encontrado em condições de extrema violência, com as mãos amarradas, decapitado e com perfurações no abdômen. Diante dos vestígios encontrados, a hipótese inicial de acidente foi descartada e o caso passou a ser tratado como homicídio qualificado.
Inicialmente, um caseiro que estava com Claudio havia relatado que o homem teria caído acidentalmente de um trapiche às margens do rio. Com a localização do corpo, porém, os indícios encontrados no local não sustentaram essa versão.
A principal linha de investigação considera que Claudio pode ter sido assassinado e depois lançado no rio, possivelmente para dificultar a localização do corpo ou tentar simular um afogamento.
O caseiro foi localizado pela Polícia Militar e levado até o ponto onde o corpo foi encontrado. Ele prestou depoimento à Polícia Civil e foi liberado inicialmente. A investigação continua para reunir provas que possam apontar a autoria e a motivação do crime.
Histórico policial
Além das circunstâncias da morte, a Polícia Civil também apura informações sobre o histórico de Claudio.
Em 2018, ele havia sido investigado em Ibiporã após a avó paterna, uma mulher de 83 anos e com mobilidade reduzida, ser internada em estado grave. Na época, Claudio teria relatado que ela havia sofrido uma queda dentro de casa.
Durante o atendimento médico, porém, exames levantaram suspeitas de violência, incluindo sinais compatíveis com asfixia e possível abuso sexual. O caso foi encaminhado para acompanhamento pelo CREAS e investigação das autoridades.
Ameaças antes do desaparecimento
Pouco antes de desaparecer, familiares de Claudio procuraram a Polícia Civil para registrar o caso. Segundo o relato, ele havia saído de casa e deixado de responder a ligações e mensagens.
No boletim de ocorrência, a família também informou que Claudio vinha sofrendo ameaças de morte.
Uma testemunha teria relatado uma discussão no portão de uma residência, durante a qual uma mulher teria ameaçado matar Claudio caso ele não se afastasse da companheira.
A informação agora é analisada pelos investigadores e será confrontada com os demais elementos reunidos no inquérito.
Segundo familiares e conhecidos, Claudio estava na região com o objetivo de buscar reabilitação para o uso de drogas.
A PCPR continua investigando o homicídio para esclarecer a dinâmica da morte, identificar o autor ou autores e descobrir a motivação do crime.