A instalação de uma estrutura na BR-369, no perímetro urbano de Rolândia, tem provocado revolta e apreensão entre moradores, que temem a implantação de um novo ponto de cobrança de pedágio na rodovia. Usuários relatam preocupação com o impacto financeiro, principalmente para trabalhadores que utilizam o trecho diariamente para deslocamentos curtos dentro da cidade e para municípios vizinhos.
Diante da repercussão negativa, a Prefeitura de Rolândia se posicionou e afirmou que não foi notificada oficialmente sobre a implantação de pedágio no local. O prefeito Ailton Maistro se reuniu com representantes da concessionária EPR Paraná para cobrar esclarecimentos e manifestar contrariedade à possibilidade de cobrança em área urbana.
Segundo a administração municipal, a instalação de um pedágio naquele ponto poderia afetar diretamente milhares de moradores e trabalhadores. Por isso, a Prefeitura informou que irá encaminhar à concessionária um estudo técnico com dados sobre os impactos sociais e econômicos que a medida pode causar.
Em nota, a EPR Paraná informou que a assinatura do contrato de concessão do Lote 4 está prevista para fevereiro e que a cobrança do pedágio ainda não tem data definida. A concessionária explicou que o modelo previsto é o pedágio eletrônico free flow, que dispensa praças físicas e permite a cobrança por meio de pórticos com câmeras e sensores, sem necessidade de redução de velocidade.
A empresa destacou ainda que o contrato prevê descontos para usuários frequentes e tarifa reduzida para veículos com TAG eletrônica, e que mantém diálogo com lideranças locais para esclarecer o início da concessão e os investimentos previstos para os trechos que atendem Rolândia.