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Petrobras reduz preço da gasolina, mas alívio no bolso ainda demora a chegar

27 jan 2026 às 12:23

A Petrobras anunciou uma redução de 5,2% no preço de venda da gasolina A para as distribuidoras, o que representa 14 centavos a menos por litro. A medida entrou em vigor na última segunda-feira e marca a terceira queda consecutiva no valor do combustível desde junho do ano passado.


No anúncio, a estatal destacou que a decisão acompanha o movimento do mercado internacional do petróleo. No entanto, apesar da sinalização positiva, o impacto direto para o consumidor final ainda é limitado. A média nacional do preço da gasolina segue em torno de R$ 6,33, e em Cascavel, por exemplo, o litro pode ser encontrado por até R$ 6,58 em alguns postos.


O principal fator para a demora no repasse está no estoque dos estabelecimentos. Postos que adquiriram combustível por valores mais altos tendem a segurar a redução até que o produto antigo seja vendido. Além disso, custos operacionais, margens das distribuidoras e despesas com transporte influenciam diretamente no preço final.


Outro peso significativo vem da carga tributária. O valor que sai das refinarias representa apenas uma parte do que o consumidor paga na bomba. Impostos estaduais e federais continuam respondendo por uma fatia expressiva do preço, o que dificulta quedas mais perceptíveis no curto prazo.


Para quem depende do veículo diariamente, especialmente motoristas profissionais, o impacto do combustível caro segue sendo um desafio constante. Até que o desconto anunciado chegue de forma mais clara às bombas, a orientação continua sendo pesquisar preços entre postos e acompanhar os próximos movimentos do mercado.


Enquanto isso, a expectativa do consumidor é que os ajustes anunciados pela Petrobras deixem de ser apenas números no papel e passem a refletir, de fato, no valor pago a cada abastecimento.