A PCPR (Polícia Civil do Paraná) prendeu, nesta quarta-feira (22), o homem responsável pelo assassinato de Adilson Chaves. A prisão aconteceu em Cascavel, no momento em que o investigado chegava à casa da filha. A ação, chamada de Operação Estopim, também resultou na prisão do filho do autor, que foi flagrado escondendo a arma usada no assassinato.
O crime aconteceu no dia 18 de fevereiro de 2026, no Distrito de Santa Maria, em Santa Tereza do Oeste. Segundo as investigações das autoridades de segurança pública, o autor e a vítima eram amigos e tinham trabalhado juntos o dia todo, mas brigaram em um bar por causa de uma divergência boba envolvendo uma transferência bancária via PIX.
Durante a discussão, o agressor usou um revólver para atirar em Adilson, atingindo o rosto e a barriga da vítima. Adilson ficou internado em estado grave por dois meses, mas infelizmente não resistiu aos ferimentos e morreu no dia 18 de abril.
O nome da operação, "Estopim", foi escolhido justamente porque uma briga financeira sem importância serviu de desculpa para uma reação extremamente violenta. Durante as buscas, os policiais encontraram o revólver escondido na casa do filho do autor. Ele foi preso por posse irregular de arma de fogo, já que guardava o revólver sabendo que o pai o tinha utilizado para cometer o crime.
O autor do crime vai responder por homicídio qualificado por motivo fútil, e a pena para esse tipo de crime pode chegar a 30 anos de prisão. Pai e filho foram levados para a delegacia para prestar depoimento e depois encaminhados para a Cadeia Pública, onde agora ficam à disposição da Justiça. O caso reforça a gravidade de crimes cometidos por motivos banais e a importância do trabalho de investigação para garantir que os responsáveis sejam punidos. A arma apreendida passará por perícia para confirmar os detalhes técnicos que serão usados no processo judicial.