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Preta do Leite chega aos Quilombos do Paraná

Projeto da atriz e pesquisadora Edna Aguiar entra na sua última etapa com apresentações em quilombos do Paraná
10 set 2025 às 11:11
Por: Assessoria de Imprensa

Depois de percorrer territórios indígenas e assentamentos, a Preta do Leite se ajeita para percorrer mais um pedaço de estrada, dessa vez até chegar em comunidades quilombolas do Paraná. Essa é a segunda e última fase do projeto de circulação da pesquisadora, professora, cantora e atriz londrinense Edna Aguiar, aprovado pela Secretaria de Estado da Cultura do Governo do Paraná, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB) do Ministério da Cultura, através do Edital Viva Cultura. Batizado de Mundo do Meio, vem promovendo a circulação da performance numa ação de promoção da democratização do acesso à arte e cultura. 


A montagem, que mistura teatro, contação de história e música, é o resultado ainda em construção, de uma intensa pesquisa de Edna Aguiar das tradições vivas através da oralidade feita de Itans, as narrativas míticas e sagradas da cultura iorubá, histórias indígenas, contos populares, canções tradicionais, elementos da cultura africana e consequentemente, seus efeitos sobre a cultura brasileira. “A primeira parte do nosso projeto se deu de forma muito orgânica e tranquila, o que era uma vontade já que se trata de um sonho se tornando realidade. Da mesma forma, as trocas que foram além. Para mim, como contadora de histórias e artivista, foi muito importante estar nesses territórios e entender as histórias a partir do olhar da comunidade e isso aconteceu de uma forma muito bonita. Descobri que algumas histórias que eu contava já não eram mais contadas há muito tempo nos territórios indígenas e por conta disso, a conversa com os mais velhos foram muito importantes para o meu trabalho e para a percepção de que essas histórias precisam ser recontadas e despertadas”, comenta Edna Aguiar. 


Ao longo desses quase seis meses de circulação, a equipe pode conhecer mais sobre a realidade da vida das pessoas que habitam as terras indígenas, os acampamentos e assentamentos e isso acontece de um modo ainda mais forte no contato com as mulheres, adolescentes e crianças, o público com quem a Preta do Leite teve um contato mais estreito. “O mais importante foi justamente passar por esses territórios e entender essas histórias a partir do ponto de vista do público. Entendendo onde a história cresceu um ponto ou diminuiu. E nada melhor do que indo até um povo para saber das suas próprias histórias”, completa a atriz.


Histórias, lendas, registros, memórias compartilhadas por gerações através da tradição oral. A montagem que segue para os quilombos a partir dessa semana, com uma primeira apresentação no Quilombo Restinga, na cidade da Lapa na próxima sexta (12), mistura teatro, contação de história e música e  é o resultado ainda em construção, de uma intensa pesquisa de Edna Aguiar das tradições vivas através da oralidade feita de Itans, as narrativas míticas e sagradas da cultura iorubá, histórias indígenas, contos populares, canções tradicionais, elementos da cultura africana e consequentemente, seus efeitos sobre a cultura brasileira. 


A personagem traz em si as confirmações das escolhas da artista no seu longo caminho da arte. “A Preta, ela é uma mulher forte, decidida na sua comunicação. Seu objetivo é comunicar e assim também comunico, de forma muito clara e específica, as minhas ancestralidades. Sou neta de kaingang  por parte de mãe e sou descendente de africanos por parte de pai e isso interfere de forma muito concreta e clara no meu trabalho, algo que eu ainda não tinha assumido. A essa altura, quis falar das minhas ancestralidades que foram subjugadas e apagadas durante tantos anos. Inclusive pra mim mesma. A Preta do Leite tem como objetivo maior informar”, diz. 

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A Preta do Leite também é uma mítica figura que existe no imaginário da cultura popular, presente em vários lugares do país, principalmente no Paraná e em Minas Gerais. Uma mulher preta, muito falante, que saía ainda de madrugada de sua casa para levar leite de porteira em porteira, parando para prosear, saber e contar as novidades com quem quer que encontrasse. O problema é que às vezes, quando chegava no fim da viagem, o leite já estava coalhado de tanto que ela parava para papear. “Ela cumpria a função de informar as pessoas do que acontecia dentro dos seus territórios, funcionava como uma rádio ambulante.


Falar como a Preta do Leite significa prosear sem limites, falar pelos cotovelos, ser o leva-e-traz de histórias entre vizinhos”, explica Edna Aguiar, que dá vida a essa personagem desde 2010, quando descobriu entre suas qualidades de artista a de contadora de histórias. A performance traça, através de sua escrita, uma perspectiva genuína dos acontecimentos históricos relacionados à colonização e extermínio dos povos negro e originários do Brasil. “Diz muito sobre uma mulher que viaja pelo território complexo de seu passado, buscando nos Campos Gerais paranaenses onde cresci, os remendos de uma identidade brasileira devastada ao mesmo tempo, que mostra que é possível coexistir, para isso criamos pontes”, completa. O projeto Mundo do Meio, com a Preta do Leite contando ancestralidades da cultura iorubá e dos povos originários do Paraná, é um divisor de águas para a artista, desde que começou a ser. “É uma realização pessoal e que faço com muito carinho porque significa uma extensão da minha própria vida”, diz. 


Depois do Quilombo Restinga (Lapa) a Preta do Leite segue para o Assentamento Eli Vive II, no distrito de Lerroville em Londrina (dia 17) e por fim, no Quilombo Batuva, em Guaraqueçaba, na Região do Vale do Ribeira (dia 20).  O projeto pode ser acompanhando também através do perfil no Instagram (@memoriasdapretadoleite) . Além das apresentações, ainda está prevista a produção de um curta-metragem documental a ser exibido nas comunidades visitadas, entregue ao patrocinador e disponibilizado no canal da proponente, para livre acesso.  

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