Quatro meses se passaram desde o dia que mudou para sempre a história de Rio Bonito do Iguaçu. O tornado que atingiu o município deixou um rastro de destruição e provocou uma verdadeira reviravolta na vida de milhares de moradores.
Nossa equipe voltou à cidade para mostrar como está o processo de retomada, os desafios que a população ainda enfrenta e as histórias de quem perdeu quase tudo, mas não perdeu a esperança.
Aos poucos, a vida dos moradores começa a voltar ao normal. Mas é um normal diferente daquele de antes. A calmaria típica da cidade, que tem pouco mais de 13 mil habitantes, deu lugar ao movimento intenso das obras e da reconstrução. Em meio a esse cenário, o que se vê também é esperança em um futuro melhor.
Em vários pontos do município ainda é possível observar as marcas deixadas pelo tornado. Nem mesmo prédios construídos com reforço estrutural resistiram à força da natureza. Postes derrubados, casas destruídas e prédios públicos danificados fazem parte do cenário que ficou após a passagem do fenômeno.
Muitos moradores já conseguiram reconstruir suas casas, enquanto outros ainda trabalham para retomar o que foi perdido. De tijolo em tijolo, telha em telha, e muitas vezes com a ajuda de voluntários e pessoas que nem conheciam, a cidade segue se reerguendo.
A rede de ensino foi uma das áreas mais atingidas. Escolas e centros municipais de educação infantil chegaram a desabar, mudando completamente a rotina de muitas famílias. Com as unidades danificadas, várias crianças passaram a enfrentar deslocamentos maiores para conseguir estudar.
Mesmo com as dificuldades, a alegria dos alunos continua presente nas salas de aula improvisadas. Um exemplo é um CMEI que passou a funcionar na Associação dos Funcionários Públicos. O espaço, que antes era um barracão, foi transformado em um ambiente acolhedor graças ao trabalho e dedicação da equipe escolar.
Essa tem sido a realidade de todas as unidades afetadas. Com união e esforço coletivo, o município conseguiu garantir que nenhum aluno ficasse sem estudar, enquanto o poder público trabalha na elaboração de projetos e processos de licitação para reconstrução das escolas.
Além das aulas, atividades culturais também têm ajudado crianças e adolescentes a lidar com os sentimentos provocados pelo trauma do desastre. Oficinas e projetos culturais acontecem de segunda a sábado, nos três turnos, com professores empenhados em oferecer experiências positivas para os jovens.
Para o poder público municipal, reconstruir uma cidade inteira não tem sido tarefa fácil. Mesmo assim, a união da comunidade tem mostrado que, quando todos ajudam, o que parece impossível se torna um pouco mais leve.
No dia 7 de novembro, nossa equipe esteve na cidade e encontrou um cenário de destruição. Agora, quatro meses depois, muita coisa já mudou.
Os trabalhos ainda estão longe de chegar ao fim, mas cada pequeno gesto — seja de moradores, voluntários ou autoridades — faz uma grande diferença para que Rio Bonito do Iguaçu continue se reconstruindo e possa se tornar ainda mais forte do que era antes.