Uma aparição considerada rara mobilizou os profissionais do Hospital Veterinário (HV) da UniFil, em Londrina. Pela primeira vez em 13 anos, a equipe acolheu e iniciou o tratamento intensivo de um espécime de mão-pelada (Procyon cancrivorus), espécie popularmente conhecida como guaxinim-brasileiro.
O animal silvestre foi encontrado com ferimentos graves em uma mineradora na localidade de Rio Claro. Antes de ser transferido para a estrutura hospitalar acadêmica na área urbana de Londrina, o exemplar recebeu os primeiros socorros de equipes do Instituto Agroeterra.
De acordo com a médica-veterinária e coordenadora do HV da UniFil, Daniela Martina, o mamífero deu entrada no local em estado delicado de saúde e passa por cuidados constantes com o objetivo de ser reabilitado e reintroduzido ao seu habitat natural.
Diferenças em relação aos quatis e orientações
Embora o guaxinim-brasileiro seja comum em diversos biomas do Brasil e da América do Sul, a presença da espécie no Norte do Paraná é bastante incomum. Visualmente semelhante aos quatis — animais frequentemente vistos no Parque Arthur Thomas —, o mão-pelada se distingue pela pelagem mais curta e tom avermelhado, além da característica "máscara preta" ao redor dos olhos.
Apesar de não ser uma espécie ameaçada de extinção nem apresentar comportamento agressivo por natureza, o animal pode reagir ao tentar se proteger.
A orientação dos órgãos ambientais para a população que encontrar animais silvestres feridos ou fora de seu habitat é evitar a aproximação física ou o fornecimento de alimentos. O procedimento correto é acionar equipes da Polícia Ambiental, do Corpo de Bombeiros ou da Secretaria Municipal do Ambiente (Sema) para realizar o resgate seguro.