Os impactos do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia estiveram no centro dos debates durante um seminário realizado na manhã desta segunda-feira, em Cascavel.
O encontro reuniu representantes do setor agrícola, especialistas e produtores rurais para discutir como a agricultura familiar pode aproveitar as oportunidades abertas com a parceria internacional.
Desde 1º de maio, quando o acordo entrou em vigor, diferentes segmentos da economia brasileira passaram a enxergar novas possibilidades de mercado, especialmente no setor agropecuário.
Entre os organizadores do seminário está a associação Gebana Regenera, entidade que atua no incentivo às boas práticas agrícolas e na produção sustentável, critérios cada vez mais exigidos pelos países europeus.
A proposta do evento foi justamente mostrar que o mercado internacional não é exclusivo das grandes propriedades rurais e das produções em larga escala.
Segundo os participantes, pequenos produtores também podem se inserir nesse cenário, desde que atendam às exigências relacionadas à qualidade, sustentabilidade e rastreabilidade dos produtos.
Além da produção agrícola tradicional, outro segmento apontado como promissor é o dos fitoterápicos.
O acordo também prevê intercâmbio técnico e troca de conhecimento entre os países envolvidos, o que pode ampliar o desenvolvimento de novas tecnologias e formas de produção no setor.
Durante o seminário, especialistas destacaram que o acordo abre um universo de possibilidades para o Brasil, especialmente para produtores que investirem em diferenciais ligados à sustentabilidade e ao valor agregado dos produtos.
Mesmo diante de resistências e desafios relacionados às exigências internacionais, a expectativa é de que o país consiga ampliar mercados e fortalecer diferentes cadeias produtivas nos próximos anos.