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UEL oferta curso para mulheres da Cadeia Pública de Londrina

27 out 2023 às 09:58
Por: Assessoria de Imprensa
Foto: Pixabay

O Brasil tem a terceira maior população carcerária feminina do mundo, segundo  levantamento do 

World Female Imprisonment List de 2022: a instituição aponta 43 mil mulheres em situação de privação de liberdade. Em um cenário de crescimento exponencial tanto do número dessas mulheres quanto dos estigmas que as acompanham, a UEL, em parceria com o Departamento de Polícia Penal do Paraná (Deppen), promove o curso “Ateliê das Histórias – Reinventando Contos e Tecendo Novas Histórias” para mulheres custodiadas na Cadeia Pública de Londrina. 


Com formato semipresencial, o curso busca desafiar e desconstruir os estereótipos de gênero a partir da contação e recriação de histórias como ferramenta para reflexão e questionamento sobre as representações tradicionais de feminilidade e masculinidade. A coordenadora do projeto e docente do Departamento de Ciências Sociais (CLCH), Silvana Mariano, traz como exemplo a discussão sobre o imaginário social da fragilidade feminina, juntamente com a dependência da mulher a uma figura masculina que a salva e a protege.


As oficinas oferecem uma programação interativa. O primeiro encontro foi na última segunda-feira (23) e focou em atividades que promovessem o entrosamento entre as participantes. “A principal atividade consistiu na análise de três contos clássicos: Chapeuzinho Vermelho, Cinderela e Branca de Neve. Com base neles, discutimos estereótipos de gênero e representação feminina e pudemos abordar temas como competição entre mulheres e padrões de beleza impostos a elas”, relata a professora Silvana. A reunião contou com 15 mulheres privadas de liberdade. Ainda participam do projeto dois estudantes do curso de Ciências Sociais da UEL.

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“Estas discussões proporcionam um espaço seguro para explorar e redefinir as noções de gênero, permitindo que as mulheres reconheçam e resistam às limitações impostas pelos estereótipos, promovendo assim um senso de empoderamento e autoafirmação”, explica.


As atividades são parte do projeto de extensão “Violência de gênero e empoderamento de mulheres em desproteção social”. A ação é apoiada pelo Programa Mulheres Paranaenses: empoderamento e liderança, do governo do Estado do Paraná, através da Agência Araucária.




Quebra de estigmas 


De acordo com Silvana, o maior intuito da ação extensionista é contribuir para a redução dos estigmas associados às mulheres privadas de liberdade, que são invisibilizadas na sociedade brasileira. “Para essas mulheres, esperamos propiciar momentos de aprendizagem, de trocas e de entretenimento em um ambiente marcado pela perda da liberdade”.


Ao trazer esses temas para o mundo dos universitários, permite, ainda, que “essas experiências contribuam para que elas ressignifiquem o que é ser mulher e os sentidos da liberdade e do poder femininos em uma sociedade atravessada por desigualdades”, como conta a professora.


Para os estudantes extensionistas, de graduação e pós graduação, propicia uma experiência única que só poderia ser adquirida fora dos muros da Universidade. “Por meio da escuta de vivências e dos relatos pessoais, em rodas de conversa, é possível oportunizar às estudantes a compreensão de diferentes pontos de vista e percepção de como questões de gênero, raça e classe se interseccionam e configuram as realidades”, pontua Mariano. 


A professora ainda destaca que a atuação do projeto possibilita o desenvolvimento de sensibilidade e justiça social, o que, por sua vez, impacta positivamente  a comunidade ao fortalecer a aplicação de seus direitos. 


O projeto tem nove oficinas programadas até o dia 18 de dezembro e retorna em fevereiro de 2024. As participantes do curso receberão certificados emitidos pela Pró-Reitoria de Extensão, Cultura e Sociedade (Proex), que poderão ser aproveitados na remissão das penas.

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