Após a conclusão do inquérito que investiga o ataque ao Colégio Helena Kolody, em Cambé, Fernando Amarantino, delegado-chefe da Subdivisão da PCPR (Polícia Civil do Paraná) em Londrina, esclareceu que o atirador, encontrado morto em sua cela na CCL (Casa de Custódia de Londrina), não sofreu violência por agentes ou outros detentos.
Mesmo com investigações em andamento sobre a morte do atirador, o delegado assegura que não houve violência e, ao que tudo indica, o homem tirou a própria vida. "Temos que ter cautela porque o inquérito deste caso ainda está em andamento", disse Amarantino, mas explicou que a Polícia Civil esteve no local e investiga inclusive câmeras de segurança.
Segundo o delegado, tudo indica que o criminoso teria utilizado sacolas que embalam marmitas entregues aos detentos para construir uma corda, objeto com o qual tirou a própria vida. O companheiro de cela teria tentado salvar o outro detento, mas não conseguiu.
A investigação do ataque é completamente conduzida pela Delegacia de Cambé, inclusive no Pernambuco, onde o suposto mentor do atirador foi preso. Um delegado foi até o estado para recolher materiais que serão analisados pelas equipes de Cambé.
Dois alunos morreram no ataque, que aconteceu no dia 19 de junho. Karoline Verri Alves morreu ainda na escola e Luan Augusto da Silva, morreu na madrugada do dia 20, no Hospital Universitário. Os dois eram namorados há pouco mais de um ano.