O período de férias escolares é sinônimo de lazer, mas também registra aumento nos acidentes com crianças, segundo o Corpo de Bombeiros de Londrina. Com mais tempo em casa ou em locais de recreação, como praias e piscinas, os pequenos ficam mais expostos a riscos, tornando a prevenção e a reação rápida fundamentais para evitar tragédias.
O perigo invisível da água
Os afogamentos estão entre os acidentes mais graves e rápidos. O Tenente Thomas Dias reforça que a supervisão deve ser constante:
Algumas recomendações para segurança aquática incluem:
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Natação desde cedo: iniciar aulas para que a criança adquira noções de sobrevivência.
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Colete salva-vidas em vez de boia: boias de braço podem soltar ou furar.
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Atenção total: o afogamento é silencioso e rápido; um segundo de distração pode ser fatal.
Cuidados dentro e fora de casa
Além dos riscos na água, o ambiente doméstico e áreas externas também exigem atenção:
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Queimaduras: crianças podem puxar panos de mesa ou cabos de panela, provocando acidentes com líquidos quentes.
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Atropelamentos em garagens: por serem pequenas, as crianças podem ficar fora da visão dos motoristas. É recomendado dar uma volta ao redor do carro antes de ligar o veículo.
Como agir em emergências
Caso um acidente ocorra, é essencial seguir os primeiros socorros de forma correta. No afogamento com parada cardiorrespiratória, a massagem cardíaca deve ser adaptada à idade:
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Bebês: usar apenas dois dedos para não lesionar os ossos.
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Crianças até 12 anos: usar apenas uma das mãos.
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Acima de 12 anos: procedimento padrão com as duas mãos.
O Tenente alerta que nunca se deve colocar a criança de cabeça para baixo para “tirar a água”, pois isso pode causar vômito e agravar a situação. O passo mais importante é acionar imediatamente o 193, onde os socorristas podem orientar em tempo real até a chegada da equipe.