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Economia

Dólar fecha em alta com dúvidas sobre acordo comercial China/EUA

13 dez 2019 às 18:45
Por: Estadão Conteúdo

O dólar fechou a sexta-feira, 13, acumulando queda de 0,95% na semana. Em dezembro, a moeda americana já recua 3,14%. O aumento do otimismo com o Brasil e a menor tensão comercial entre Estados Unidos e China, que hoje chegaram a um acordo "fase 1" para resolver as questões comerciais entre as duas maiores economias do mundo, levou investidores estrangeiros a reduzirem de forma significativa as apostas contra o real no mercado futuro da B3. Somente nos últimos quatro dias, as posições compradas (que ganham com a alta do dólar) caíram em US$ 3,4 bilhões. O dólar à vista fechou cotado a R$ 4,1076, em alta de 0,34%.

Nesta sexta-feira, o noticiário sobre as negociações comerciais entre a China e os Estados Unidos ditaram o comportamento do câmbio no Brasil. A moeda americana chegou a cair a R$ 4,07 com o anúncio de que um acerto havia sido alcançado. Mas quando ficou claro que tratava-se somente do acordo "fase 1" ainda sem muitos esclarecimentos, a divisa voltou a subir. A alta do dólar também foi provocada por conta de incertezas sobre os próximos passos das negociações, a "fase 2" do acerto.

"Faltam detalhes do acordo", afirma o economista do TD Bank, Sri Thanabalasingam, ressaltando que ainda é um acordo comercial "parcial". Em meio às incertezas sobre os acertos, o dólar voltou a subir aqui, indo a R$ 4,11, e também operou em alta na maioria dos mercados emergentes. Para os estrategistas do grupo financeiro holandês ING, apesar do acerto, a guerra comercial não acabou e vai prosseguir em 2020.

O economista-chefe para Brasil do Citi, Leonardo Porto, ressalta que o quadro para o Brasil que se desenha em 2020 é mais positivo: o crescimento da economia deve se acelerar, algumas reformas devem avançar e o cenário externo deve ficar menos adverso, pois o banco não prevê escalada da guerra comercial entre EUA e China. A expectativa do banco é que o rating soberano brasileiro possa ter uma elevação no segundo trimestre. Ao mesmo tempo, Porto ressalta que investidores internacionais do banco têm feito perguntas sobre as chances de protestos no País, após verem uma onda de manifestações no Chile, Bolívia e Colômbia. Esse temor foi um dos que ajudou o dólar a chegar perto de R$ 4,30 em novembro, ressalta ele.

O Citi prevê que o dólar deve fechar este ano no nível de R$ 4,05 e deve seguir ao redor de R$ 4 em 2020. Para o fechamento do ano que vem, a moeda deve terminar em R$ 3,95. Um dos fatores que devem impedir maior valorização do real é a piora das contas externas, avalia o economista. Após a revisão feita pelo Banco Central na metodologia de cálculo, o Citi elevou a previsão do déficit em conta corrente de cerca de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) no ano que vem para 3,3%. "É um rombo de US$ 63 bilhões para cobrir", ressalta ele.

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