O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do Brasil, subiu 0,82% em setembro, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (9). Em agosto, o indicador havia registrado queda de 0,32%.
Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses passou de 4,22% para 4,58%, ultrapassando o teto de 4,5% da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. No acumulado de 2026 até setembro, o IPCA registra alta de 3,95%.
Energia elétrica lidera pressão sobre a inflação
O grupo Habitação apresentou a maior variação entre os grupos pesquisados, com alta de 2,31%. O principal destaque foi a energia elétrica residencial, que ficou 7,98% mais cara em setembro.
Segundo o IBGE, o aumento está relacionado ao fim do desconto temporário nas contas de luz, decorrente do bônus de Itaipu. Em agosto, a energia elétrica havia registrado queda de 7,63%.
Transportes e alimentação também ficam mais caros
O grupo Transportes teve alta de 0,89% em setembro, influenciado principalmente pelo aumento de 9,66% nas passagens aéreas. Os combustíveis subiram 1,41%, enquanto a gasolina ficou 1,21% mais cara.
Já o grupo Alimentação e Bebidas registrou elevação de 0,83%, após três meses consecutivos de queda nos preços dos alimentos.
Na alimentação consumida em casa, a alta foi de 0,96%. Entre os produtos que mais encareceram estão o tomate, com aumento de 37,76%, a batata-inglesa, com alta de 24,07%, e a cebola, que ficou 10,14% mais cara.
O arroz também apresentou aumento, de 4,56%, enquanto as carnes subiram 0,63%.
Por outro lado, alguns alimentos ficaram mais baratos. O frango inteiro teve queda de 1,96%, e o frango em pedaços recuou 1,41%. As frutas registraram redução de 1,12%.
A alimentação fora de casa também subiu, com variação de 0,48% em setembro, ante 0,36% em agosto.
Todos os grupos pesquisados registram alta
Além de Habitação, Transportes e Alimentação e Bebidas, os outros seis grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE também apresentaram variações positivas em setembro.
O resultado indica pressão sobre o custo de vida das famílias, especialmente em despesas essenciais, como energia elétrica, alimentação e transporte.
O IPCA mede a variação dos preços de uma cesta de produtos e serviços consumidos por famílias com rendimentos de um a 40 salários mínimos. O indicador é utilizado como referência para acompanhar a inflação no país e orientar as decisões de política monetária do Banco Central.