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Ministro cobra governadores por ICMS e ironiza: "Sumiram os bonés do MAGA"

Renan Filho afirmou que o governo federal mantém total prioridade no diálogo com os estados para conter a alta dos combustíveis
20 mar 2026 às 14:26
Por: Band
Foto: Reprodução

O ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), afirmou nesta sexta-feira (20), em entrevista exclusiva à BandNews TV, que o governo federal mantém total prioridade no diálogo com os estados para conter a alta dos combustíveis. Segundo ele, a gestão atual prefere o convencimento à imposição legal no convencimento aos governadores para a redução do ICMS.


"A nossa mesa de negociação está aberta. O que nós queremos é sentar com os governadores e mostrar que o governo federal já fez o seu sacrifício ao zerar os impostos federais. Agora, precisamos que os estados também deem sua cota de contribuição no ICMS para que o alívio chegue de fato ao bolso do trabalhador na ponta da linha", declarou o ministro.


Renan Filho aproveitou para alfinetar a mudança de postura de alguns chefes de executivos estaduais que, em outros momentos, eram mais vocais sobre alinhamentos internacionais com o presidente americano Donald Trump. Ele citou diretamente o caso dos governadores de São Paulo, Tarcísio Freitas (Republicanos), e de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo).


"É curioso observar o cenário agora. Sumiram os bonés do MAGA (Make America Great Again) que a gente via espalhados por aí. Aquela política de bravata, de apostar no conflito internacional, como vimos entre Estados Unidos e Irã, só serve para gerar instabilidade e disparar o preço do petróleo. Quem paga essa conta é o brasileiro que precisa abastecer o carro para trabalhar", ironizou.

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“O governador Tarcísio, que a gente viu outro dia fazendo vídeo com o boné do MAGA, agora parece que guardou o acessório na gaveta. É uma mudança de figurino muito rápida conforme a conveniência. Quando é para fazer aceno ideológico e importar slogan de fora, o boné aparece. Mas quando o preço do combustível sobe por causa dessa política de instabilidade internacional que eles tanto admiram, aí o boné some e ele vem cobrar o governo federal pelo ICMS. O Tarcísio precisa decidir se quer ser um animador de rede social com boné estrangeiro ou se quer ser um governador que senta à mesa com seriedade para discutir a parte que cabe ao estado de São Paulo no sacrifício tributário”, completou.

Ataque aos "aproveitadores"

O ministro também subiu o tom contra agentes do mercado que, segundo ele, utilizam o cenário de crise para ampliar margens de lucro de forma artificial e prejudicial à economia popular.


"Nós não vamos tolerar que aproveitadores utilizem um momento de sensibilidade nacional para especular. Tem gente querendo dar uma de esperto: o governo retira o imposto de um lado e o sujeito aumenta a margem do outro, sem qualquer justificativa técnica ou variação de custo que ampare isso. É uma exploração inaceitável", disparou Renan Filho.


Ele reforçou que o monitoramento será rigoroso: "Já determinei que a fiscalização seja implacável. Não é apenas uma questão econômica, é uma questão de responsabilidade com o país. Quem estiver retendo produto ou subindo preço na base da oportunidade será alcançado pela lei".

Conversas do governo com as distribuidoras

Sobre o papel das empresas de logística e distribuição, o ministro detalhou que o governo está exigindo transparência total sobre os estoques e a formação de preços nos últimos dias.


"O governo está em conversa direta e firme com as distribuidoras. Estabelecemos um prazo de 48 horas para que elas apresentem as planilhas e justifiquem por que o repasse das reduções da Petrobras não está ocorrendo na velocidade esperada. Não pode haver represamento de estoque à espera de uma nova alta lá fora", explicou.


Renan Filho concluiu reiterando que o governo não assistirá passivamente a movimentos especulativos no setor. "Nós estamos monitorando o volume de saída das bases. Se a gente perceber que tem distribuidora segurando combustível para vender mais caro amanhã, o Estado vai agir. A ordem do presidente Lula é garantir o abastecimento e o preço justo, e as distribuidoras precisam entender que fazem parte desse esforço nacional, não podem ser um obstáculo", finalizou.

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